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Universidade Angola Ensino Greve

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Professores universitários de Angola ameaçam fazer greve

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Faculdade de direito da Universidade Agostinho Neto em Luanda DR

Após contactos infrutíferos esta semana com o governo angolano, o SINPES, sindicato dos professores universitários de Angola, pondera a possibilidade de convocar no final deste mês uma nova greve para reclamar nomeadamente o pagamento de mais de 7 anos de subsídios em atraso bem como a adopção e aplicação de um novo estatuto de carreira docente.


Relativamente a estas reivindicações que já foram o motivo de outros bloqueios nos últimos anos, Carlinhos Zassala, secretário do SINPES para a primeira região académica Luanda/Bengo, estima designadamente que o Estado Angolano deve aos professores um total de "mais de 3 biliões de Kwanzas" de subsídios por pagar. Ao sublinhar por outro lado a importância de aumentar a base das remunerações dos professores universitários, o sindicalista refere que "neste momento, um assistente estagiário, que é a primeira categoria na carreira docente, tem um salário muito inferior a um licenciado do ensino geral".

Carlinhos Zassala acrescenta também reclamações quanto às condições de trabalho dos professores universitários e à ausência de novas contratações e, ao falar de uma "situação impossível", refere que se até ao final do mês não se tiver chegado a um acordo com o executivo, será convocada uma Assembleia Geral dos membros do SINPES no intuito de se pronunciarem sobre o lançamento de uma nova greve.

Carlinhos Zassala, secretário do SINPES para a primeira região académica Luanda/Bengo 20/04/2018 ouvir