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Jaka Jamba Morte UNITA História Cultura Angola

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Morreu o angolano Jaka Jamba, académico e histórico da Unita

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Morreu o político e académico angolano, Jaka Jamba, deputado da Unita, em Angola DR/angop.ao

Jaka Jamba, deputado e dirigente histórico da UNITA, em Angola, faleceu este domingo vítima de um acidente vascular cerebral. Jaka Jamba, ingressou na Unita em finais dos anos 60, do século passado, fez a luta de libertação, e como um dos negociadores dos acordos de Alvor, foi membro do governo de transição e um distinto homem da cultura, pelo que a sua morte é uma "perda irreparável". 

 


Almerindo Jaka Jamba, um histórico da Unita, morreu, este domingo, 1 de abril, aos 69 anos, em Angola, vítima de um acidente vascular cerebral.

Entrou como membro da Unita, ainda estudante de História e Filosofia no estrangeiro, nos finais dos anos 60 do século passado e concluído os estudos foi lutar nas fileiras do seu partido para a independência de Angola.

O doutor Jaka Jamba, como era conhecido, foi um político e um académico brilhantes, mas igualmente, um dos negociadores angolanos dos Acordos de Alvor, em Portugal, para a independência de Angola.

Foi, aliás, membro do governo de transição antes da independência em 1975, ocupando a pasta de secretário de estado da Informação.

Continuaria a sua carreira, já numa Angola independente, como deputado da Unita, vice-presidente do Parlamento, entre 1997 e 2005, historiador, filósofo, homem da cultura e professor universitário.

Como diplomata, foi embaixador delegado de Angola, na Unesco, em Paris e um assíduo entrevistado nas emissões da RFI.

Para os seus companheiros da Unita, nomeadamente, Alcides Sakala, porta-voz do partido ou o general Paulo Gato, ex-secretário geral da Unita, em entrevista à RFI, a morte de Jaka Jamba, é uma "perda irreparável". 

Também, a direcção política do MPLA, no poder, em Angola, reagiu, lamentando a morte de Jaka Jamba.