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Angola : Presidente fez abertura do ano lectivo

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Imagem de arquivo. FP FOTO / Alexander JOE

O Presidente de Angola, João Lourenço, presidiu hoje na província do Namibe, na cidade de Moçâmedes, ao acto nacional de abertura do ano lectivo 2018/2019 onde apelou a uma luta cerrada contra a corrupção nas escolas do país.


Na ocasião de abertura João Lourenço afirmou que “As verbas alocadas aos sectores da educação e da saúde deverão ser revistas, apesar do Orçamento Geral do Estado (OGE) estar condicionado aos poucos recursos financeiros” assegurou nesta quinta-feira
o Presidente da República de Angola.

"Para os sectores da Educação e saúde o Executivo está orientado a ser flexível na discussão na especialidade na Assembleia Nacional, antes da aprovação definitiva do OGE" afirmou o chefe de Estado.

Com base nessas orientações as verbas serão "redistribuídas até onde for possível e recomendável” afirmou o Presidente na cidade de Moçâmedes, Namibe.

João Lourenço deixou também o apelo à Ministra da Educação, presente no acto de abertura, para "uma luta cerrada contra a corrupção nas escolas do país :“ Apelamos à Senhora Ministra Responsável por este sector, os Directores das escolas e os Gabinetes Provinciais da educação, a Sociedade e as igrejas afim de estarmos unidos na luta cerrada contra o fenómeno da corrupção em todas as escolas do nosso país” recomendou o Presidente angolano.

João Lourenço, Presidente de Angola 01/02/2018 ouvir

Dados do Ministério da Educação informam que “Angola precisa de mais 70 mil professores para colmatar às necessidades dos cerca de dez milhões de alunos inscritos para o ano lectivo 2018” revelou a Ministra da Educação, Maria Cândida Teixeira, no Namibe, à margem dos preparativos do acto de abertura do ano lectivo.

Teixeira fez saber  ainda que “há falta de material escolar no país e o pouco que existe está a ser distribuído às províncias.” E garantiu, no entanto, que “até Março do ano em curso a falta de material escolar que se faz sentir nas escolas do país será ultrapassada”.

Referem ainda que este número estimado de professores, nos diferentes subsistemas de ensino, ronda os 245 mil 978, segundo dados do Inquérito Integrado sobre o Bem-Estar da População (IBEP), do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Nos últimos meses, regista-se o aumento de venda de matérias escolares nos mercados informais destinados ao ensino primário e secundário.

Nos finais de Janeiro o Tribunal provincial de Luanda condenou 4 vendedoras ambulantes dos mercados informais a uma pena de 45 dias de prisão e uma multa ou seja taxa da justiça por alegada venda ilegal de matérias escolares que na ocasião os arguidos esclareceram que “ os livros escolares, não caiem do céu e o tribunal teria que prender e condenar quem (os) distribui para os mercados informais e não deveria condenar os compradores de revendedores”.

Antes do arranque do ano lectivo teve lugar um amplo movimento contestando os subornos no acesso ao ensino, vulgarmente conhecidos como "gasosa".

Com a colaboração de Daniel Frederico, em Luanda.