rfi

No ar
  • RFI em Português
  • Noticiário em Português
  • RFI Mundo

Educação Luanda Ensino Suborno Escola Corrupção Marcha Manifestação Kwanza

Publicado a • Modificado a

Marcha amanhã em Luanda contra suborno nas escolas públicas

media
Alunos em sala de aula com professor AFP/Laudes Martial

O Movimento dos Estudantes Angolanos convocou para amanhã em Luanda uma marcha de protesto contra a exigência de pagamento de suborno ou "gasosa" para o acesso ao ensino público.


O ano lectivo arranca a 31 de Janeiro e as aulas começam no dia 1 de Fevereiro, mas mais de um milhão de alunos ficarão privados de escolaridade, por falta de escolas e professores, mas também devido à corrupção.

Arante Kivuvu, Movimento dos Estudantes Angolanos 25/01/2018 ouvir

As escolas públicas do ensino primário e médio em Angola, exigem cobranças ilegais, luvas, suborno ou como localmente se diz "gasosa", que pode ir até 500 dólares, cujo pagamento condiciona a aceitação da inscrição e matrícula dos alunos.

A marcha convocada para esta sexta-feira (26/01) em Luanda em "repúdio da gasosa" vai exigir a punição dos infractores e a demissão do director provincial da Educação André Soma.

A convocação desta marcha pelo Movimento dos Estudantes Angolanos, teve o apoio dos encarregados de educação e da sociedade civil, seguiu todos os trâmites legais e até esta quinta-feira (25/01) não foi proíbida, pelo que vai mesmo sair, com concentração às 12 horas no Largo do Cemitério de Santa Ana.

a garantia é dada por Arante Kivuvu, um dos activistas do designado grupo de activistas 15+2, membro do Movimento de Estudantes Angolanos e um dos organizadores da marcha que denuncia "em Angola há o fenómeno corrupção à gasosa, as pessoas que não dão nota o seu nome não sai, e as que dão gasosa...os nomes saem".

Este estudante universitário alega ainda que estudantes do Conselho Provincial da Juventude estão a tentar manipular a opinião pública, anunciando a desconvocação da marcha, sem legitimidade para o fazer.