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Arranque do 48° Fórum Económico Mundial de Davos

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O Primeiro-Ministro indiano, Narendra Modi, foi quem abriu o Fórum. Reuters

Desde hoje e até sexta-feira Davos, na Suíça, acolhe o 48° Fórum Económico Mundial, uma cimeira que reúne todos os anos dos líderes políticos e os dirigentes dos grandes grupos económicos mundiais, este ano os seus 3000 participantes reflectindo sobre o conceito de "construir um futuro comum num mundo fracturado".


O certame foi aberto pelo Primeiro-Ministro indiano Narendra Modi que, ao saudar a retoma económica observada nos últimos meses, teceu advertências sobre a tentação proteccionista, visando claramente os Estados Unidos que ainda ontem, por exemplo, anunciaram novas taxas sobre a importação de painéis solares fabricados na China. Com efeito, os participantes do fórum prevêem que o Presidente americano, que marca presença no evento na sexta-feira, vá novamente defender a sua visão isolacionista da economia.

Também a participar no fórum estão nomeadamente a Chanceler alemã Ângela Markel que marca assim o seu regresso à cena internacional, depois de meses em suspenso a tentar formar um governo, ou ainda o Presidente francês que ontem, na perspectiva do Fórum de Davos, ofereceu um banquete no Palácio de Versalhes, nos arredores de Paris, a patrões de grandes grupos mundiais, numa operação de sedução chamada "Choose France", "escolham a França".

Entre os líderes mundiais também presentes no fórum, destacam-se igualmente o novo presidente do Zimbábue ou ainda o novo líder do ANC, assim como o Presidente de Angola, João Lourenço, acompanhado pelo chefe da diplomacia assim como pelos titulares dos pelouros da economia do seu país, nesta que é a primeira participação de um Chefe de Estado angolano neste evento.

Lançado em 1971, o Fórum Económico Mundial de Davos tem vindo a tornar-se um dos pontos de encontro incontornáveis para os decisores mundiais, um encontro que serviu para a ONG Oxfam recordar ainda ontem que no ano passado 82% da riqueza criada no mundo inteiro acabou nas mãos de 1% da população do planeta.