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Rafael Marques pede exoneração de José Filomeno dos Santos

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Rafael Marques, jornalista e activista angolano AMPE ROGERIO / AFP

O activista angolano, Rafael Marques, disse hoje que as revelações dos Paradise Papers "demonstram como é que José Filomeno dos Santos tem estado a usar os 5 mil milhões de dólares do povo angolano para enriquecimento ilícito". Por essa razão, Rafael Marques defende que a exoneração do presidente do Fundo Soberano de Angola deve ser "imediata".


Em causa está a mais recente fuga de informação sobre a mega indústria dos paraísos fiscais que expõe as relações opacas entre o Fundo Soberano de Angola, dirigido pelo filho do ex-presidente José Eduardo dos Santos, e a empresa suíça de Jean-Claude Bastos, Quan­tum Global.

O activista angolano reconhece que as revelações feitas nos Paradise Papers são graves e denunciam um caso de saque de fundos públicos. "Estas revelações são gravíssimas e demonstram como José Filomeno dos Santos tem estado a usar os 5 mil milhões de dólares do Fundo Soberano, dinheiro dos angolanos, para enriquecimento ilícito do seu amigo. Obviamente  que sabemos que ele não entregaria estes fundos ao seu amigo se não tivesse benefícios pessoais", denuncia.

Rafael Marques defende que o Presidente de Angola devia exonerar José Filomeno dos Santos e estranha o facto de não existir nenhuma investigação para saber o que se passa realmente na gestão do Fundo Soberano de Angolano.

"O facto de não haver um posicionamento oficial da Procuradoria-Geral da República a instruir uma investigação sobre o que realmente se passa demonstra que o combate contra a corrupção anunciada por João Lourenço, até ao momento, não passa de palavras bonitas. A exoneração de José Filomeno dos Santos devia ser imediata", acrescenta.

A UNITA, principal força na oposição, anunciou que vai exigir a criação de uma comissão parlamentar de inquérito para averiguar "responsabilidades políticas e administrativas" no "descaminho de verbas" do Fundo Soberano de Angola.

Na semana passada, a administração do Fundo Soberano de Angola garantiu que todas as operações que realiza são feitas de "forma legítima" e ao abrigo dos "mais altos padrões regulatórios".

Rafael Marques, activista angolano 13/11/2017 ouvir