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Angola e RDC analisam repatriamento de refugiados

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Mapa da Lunda Norte DR

Mais de 30 mil pessoas fugindo ao conflito no Kasai, no centro da RDC, estão refugiadas na cidade do Dundo, capital da Lunda Norte, que não tem as necessárias condições de acolhimento.


Os governadores da Lunda Norte Ernesto Mwangala e do Kasai Marc Dambo, avistaram-se hoje no Kasai, para analisar a situação e o repatriamento dos mais de 30 mil refugiados, que desde Abril se encontram na cidade do Dundo, capital da Lunda Norte, em dois acampamentos improvisados: Cacanda e Mussungue.

Irmã Jamba, Caritas no Dundo, capital da Lunda Norte 27/07/2017 ouvir

O processo de repatriamento deverá demorar entre 4 e 6 meses, afirmou à Rádio Nacional de Angola, Alfredo Lourenço, delegado do Ministério do Interior na Lunda Norte e coordenador da comissão técnica angolana.

A partir de 8 de Agosto estes refugiados vão começar a ser transferidos para um verdadeiro campo de refugiados, com capacidade para acolher 50 mil pessoas, que está a ser preparado para tal a 20 kms de Lóvua e a cerca de 90 kms do Dundo.

A ONU pediu 65,5 milhões de dólares de ajuda financeira urgente a Angola até ao final deste ano, para fazer face a esta crise e ontem (26/07) os Estados Unidos anunciaram a doação ao ACNUR e ao PAM de 13 milhões de dólares, para assistência alimentar, água potável, cuidados de saúde e abrigo para os refugiados.

A irmã Jamba, da Caritas Angola, reside no Dundo e dá conta das dificuldades vividas pelos refugiados, sobretudo em termos de alimentação e de medicamentos e alerta para a necessidade urgente de apoios.