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Angola: 5 casos de cólera confirmados e um óbito

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Cólera em Angola Reuters

Mais de um milhão de pessoas estão em situação de insegurança alimentar no centro e sul de Angola devido à seca vigente há vários meses naquelas zonas. Em Luanda é a cólera que está a preocupar as autoridades com 5 casos confirmados e um óbito.


O governo provincial de Luanda e as autoridades sanitárias abordaram hoje a problemática da saúde na capital Angola.

Luanda já não regista casos de febre-amarela, mas registou até ao momento cinco casos de cólera confirmados e um óbito.

Os 300 casos de malária, a falta de infra-estruturas sanitárias, de medicamentos e material sanitário, os hospitais e centros de saúde são preocupações do executivo que dirige Luanda.

As autoridades sanitárias do lixo têm conhecimento das deficiências do saneamento básico e distribuição de água potável estão na base de incremento de endemias na capital angolana.

Luanda vive confrontada com a pobreza da maioria dos seus habitantes, as zonas suburbanas. A seca atinge o centro e sul do país, situação que se agravou nos últimos meses com falta de chuvas. Mais de um milhão de pessoas precisam de ajuda alimentar e de água potável para a sua sobrevivência.

De acordo com pronuncias da igreja e organizações não-governamentais, aumentaram as mortes de idosos e crianças de subnutrição nas províncias do Cunene, Huíla, Namibe, Benguela e Kuando-Kubango como nos relata o nosso correspondente em Luanda, Avelino Miguel. 

Na província do Bié 151 pessoas morreram devido à má nutrição anunciaram os Centros Nutricionais Terapêuticos instalados na região.

O Programa Mundial de Alimentos estima que mais de 20 milhões de pessoas no mundo se encontrem em condições de risco, afectadas pela fome e possam falecer nos próximos seis meses.

Correspondência de Luanda 16/02/2017 ouvir