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Angola rejeita ajuda financeira que daria credibilidade à sua economia

Por Isabel Pinto Machado

Angola desistiu do programa de financiamento ampliado do FMI solicitado em Abril pelo governo, aceitando apenas a sua assistência técnica, sabendo-se que este incluia uma componente financeira avaliada em mil milhões e meio de dólares durante três anos.

Com em pano de fundo a baixa do preço do petróleo e uma dívida pública superior aos 60% do PIB previstos pela lei, o Banco Mundial estima que o crescimento este ano serà de 0,9%, enquanto a inflação ronda os 30% e o kwanza continua em queda livre em relação ao dólar.

A agência de notação financeira Fitch que em Março desceu a perspectiva de evolução da dívida sobrerana de Angola para "negativa", poderá voltar a descer o "rating" do país, actualmente classificado B+, o que equivale a "lixo", ou seja abaixo da escala de investimento.

O economista angolano Carlos Rosado de Carvalho afirma que "sempre duvidou da sinceridade do governo em recorrer ao FMI", o que segundo ele daria credibilidade internacional a Angola, mas exigiria em contrapartida transparência nas contas públicas e reformas prfundas, que Luanda não pretende implementar sobretudo com eleições gerais agendadas para 2017.

 

 

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