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Cristina Kirchner Alberto Nisman Atentado Buenos Aires

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Promotor argentino apela da decisão de juiz que rejeitou denúncia contra Cristina Kirchner

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A presidente argentina, Cristina Kirchner. REUTERS/Enrique Marcarian

O promotor federal Gerardo Pollicita apelou nesta quarta-feira (4) da decisão do juiz Daniel Rafecas de rejeitar denúncia contra a presidente argentina, Cristina Kirchner, de acobertar iranianos em atentado antissemita de 1994. Pollicita qualificou a decisão de Rafecas, anunciada na semana passada, de “prematura" e "precipitada". O promotor retomou a denúncia feita pelo colega Alberto Nisman, encontrado morto no dia 18 de janeiro.


O caso foi apresentado em 14 de janeiro. Nisman acusava Kirchner, seu chanceler Héctor Timerman e pessoas próximas ao governo de ter acobertado os acusados iranianos pelo atentado à AMIA (Associação Mutual Israelense Argentina), em Buenos Aires, que deixou 85 mortos e 300 feridos.

Quatro dias depois e um dia antes de se apresentar diante do Congresso para explicar a denúncia, Nisman é encontrado morto em seu apartamento, após suposto suicídio. Pollicita retomou o caso, rejeitado pelo juiz por inconsistência.

Agora Rafecas deve decidir em trâmite formal se iniciará a apelação. Caso contrario, Pollicita pode recorrer à Câmara Federal - segunda instância argentina - para que avalie a abertura de uma investigação penal ou a rejeite.

Precipitação

"Uma hipótese criminal de tamanha gravidade e transcendência institucional, como a apresentada por Nisman, pede a realização de todos os esforços possíveis para tentar chegar à verdade do que aconteceu", escreveu Pollicita em um relatório de 35 páginas. Ele argumenta que o magistrado se apressou em sua decisão.

Ainda que a principal hipótese de investigação para sua morte seja suicídio, a promotora responsável pela investigação, Viviana Fein, não descarta o assassinato nem o suicídio induzido.

Interpol

Cristina Kirchner à acusada de pedir à Interpol que suspendesse os pedidos de captura contra os iranianos, mas o ex-secretário-geral do organismo policial Ronald Noble desmente a informação.

Sobre o assunto, Rafecas indicou que "as evidências reunidas, longe de sustentar minimamente a versão da procuradoria, a desmentem de modo contundente e lapidar, levando também à conclusão da inexistência de um delito".