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Funeral Robert Mugabe Emmerson Mnangagwa Nacionalismo Zimbabué Angola Moçambique

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Exéquias de Robert Mugabé, libertador e ditador do Zimbabué

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Cerimónias fúnebres de Robert Mugabe, ex-presidente do Zimbabué, após a sua morte a 11 de setembro. ®REUTERS/Siphiwe Sibeko

O ex-Presidente do Zimbabué, Robert Mugabé, recebeu hoje cerimónias fúnebres no estádio nacional dos desportos de Harare, na presença de chefes de Estado africanos, como os de Moçambique e de Angola, mas também de ex-presidentes, autoridades do país, familiares e convidados. Os restos mortais de Mugabe ficarão no Acre dos Heróis do Zimbabué. 


O Presidente do Zimbabué, Emmerson Mnangagwa e vários dos seus homólogos africanos e milhares de amigos fiéis e familiares prestaram hoje a útima homenagem à memória do "chefe visionário" Robert Mugabé, ex-chefe de Estado zimbabuano.

O ex-presidente Mugabe, morreu a 6 de setembro aos 95 anos num hospital de luxo de Singapura, onde recebia tratamento médico há vários anos. 

Nas cerimónias fúnebres participaram vários chefes de Estado africanos, nomeadamente, os Presidentes de Moçambique, Filipe Nyusi e de Angola, João Lourenço, mas também ex-Presidentes como o moçambicano, Joaquim Chissano.

Mugabé tinha sido afastado do poder, há 2 anos, após dirigir o país, que libertou, numa feroz ditadura comunista, prendendo os seus adversários políticos, jornalistas e assassinando muitos zimbabuanos, nomeadamente opositores.

Assim, as cerimónias fúnebres no estádio nacional dos desportos de Harare, com capacidade para 60 mil pessoas, foram pouco seguidas pelos zimbabuanos, tirando convidados e alguns saudosistas do libertador do Zimbabué.

Perante o caixão coberto com a bandeira nacional, a sua viúva, Grace Mugabe, vestida toda de preto e vários chefes de Estado africanos, fizeram longos elogios, ao homem de Estado, que foi Robert Mugabe, mas que também foi um ditador.

O Presidente do Quénia, Uhuru Kenya, chamou, por exemplo, a Robert Mugabe, "ícone da libertação africana", enquanto para o ex-presidente do Gana, Jerry Rawlings, o defunto zimbabuano, era "uma bússola moral".

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, foi apupado por populares, e teve de pedir desculpas, por causa dos últimos acontecimentos xenófobos violentos contra imigrantes africanos, ocorridos na África do sul. 

Enfim, o anfitrião, Emmerson Mnangagwa, que esteve por trás, com militares, do golpe contra Robert Mugabe, honrou a memória daquele que chamou também "ícone africano, um heróoi do nacinalismo, do patriotismo e da liberdade".

E concluiu, dizendo, que o país continuará a inspirar-se na "luz" que era Mugabe e apelou o Ocidente a levantar as sanções financeiras impostas ao ex-presidente, cujos restos mortais ficarão no Acre dos Heróis do Zimbabué.

Cerimónias fúnebres do ex-Presidente do Zimbabué, Robert Mugabé 14/09/2019 ouvir