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França: Balkany condenado a prisão imediata

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Patrick Balkany foi condenado a quatro anos de prisão efectiva REUTERS/Benoit Tessier

Patrick Balkany vai dormir na prisão esta sexta-feira à noite. O presidente da Câmara de Levallois-Perret, de 71 anos, foi condenado a quatro anos de prisão efectiva e imediata, por fraude fiscal. A defesa já anunciou recurso.


O Tribunal de Recurso deu seguimento ao Departamento Financeiro do Ministério Público, que tinha pedido uma pena de prisão efectiva contra “um grande burlão fiscal” submerso num “oceano de dinheiro líquido”. Balkany foi condenado a quatro anos de prisão efectiva com execução imediata.

A esposa de Balkany, Isabelle, também foi condenada a três anos de prisão efectiva, mas sem mandato de execução considerando o seu estado de saúde actual. De recordar que Isabelle Balkany se encontra em recuperação de uma tentativa de suicídio realizada em Maio.

O casal foi igualmente condenado a 10 anos de inelegibilidade e está proibido de administrar empresas durante os próximos 10 anos.

Este foi o primeiro de dois julgamentos após o processo ultra-mediático da Primavera. O segundo é dedicado aos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção e foi marcado para 18 de Outubro.

Em tribunal, o ex-deputado reconheceu alguns erros, mas sublinhou ter passado a "vida de servir a outros".

O tribunal considerou o casal Balkany culpado de todas as acusações.

O Departamento Financeiro do Ministério Público e as finanças, que apresentaram queixa em 2015, acusam Patrick Balcany de não ter pago Imposto Sob a Fortuna, entre 2010 e 2015, apesar dos activos estimados, no mínimo, de 16 milhões de euros por ano. É também acusado de declarar vencimentos inferiores aos reais entre 2009 e 2014. A acusação fala em mais de 4 milhões de euros de fuga ao fisco, a defesa contesta.

A detenção imediata de Balkany acabou por irritar a defesa: “É preciso mete-lo imediatamente na cadeia para que todos se regozijem?” questionou indignado o advogado do casal, Eric Dupond-Moretti, que pediu para que não se acrescente “humilhação” à condenação.