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RDC República Democrática do Congo Félix Tshisekedi Joseph Kabila Martin Fayulu Política

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RDC: anunciada composição de governo

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Sylvestre Ilunga Ilunkamba, primeiro-ministro da RDC Presidência da RDC

Depois de meses de negociações, foi finalmente anunciada a composição do Governo na República Democrática do Congo. O primeiro-ministro Sylvestre Ilunga Ilunkamba desvendou os nomes do seu executivo composto por 66 elementos. 42 provenientes da Frente Comum para o Congo (FCC), plataforma pró-Kabila, e 23 do CACH, partido do actual presidente Félix Tshisekedi.


Três meses após a sua nomeação e setes meses depois da tomada de posse do presidente Félix Tshisekedi, o primeiro-ministro da RDC revelou, finalmente, esta madrugada, os nomes que compõem o Governo. Mais de 75% do elenco governativo são rostos desconhecidos da maioria da população. As negociações entre as plataformas do presidente Tshisekedi e do ex-presidente Kabila (que conserva a maioria parlamentar) para a composição deste Governo de coligação foram longas e difíceis.

“O Presidente de República, chefe de Estado, assinou finalmente o despacho. Por isso, hoje o governo foi constituído, começaremos rapidamente o trabalho, depois da tomada de posse na Assembleia Nacional”, declarou à imprensa o primeiro-ministro Sylvestre Ilunga Ilunkamba.

A Assembleia está reunida até ao dia 07 de Setembro em sessão extraordinária para investir este novo executivo, que sem qualquer surpresa conserva a maioria das pastas aos fiéis de Kabila.

As discussões entre os dois campos “demoraram” porque era necessário “dissipar tudo o que pudesse bloquear o funcionamento do Governo” explicou o primeiro-ministro, ele próprio um economista membro da FCC.

Sem qualquer surpresa, a Frente Comum para o Congo de Joseph Kabila conserva a maioria das pastas, mesmo se algumas foram atribuídas a rostos relativamente novos da política nacional.

O Governo é constituído por cinco vice-primeiros-ministros, dois da ala Kabila: Célestin Tunda (Justiça) e Elysée Munembwe (Ordenamento). A Defesa regressa às mãos de Aimé Ngoy Mukena, também ele próximo do antigo presidente e as Finanças ficam com José Sele Yalaghuli, colaborador do antigo primeiro-ministro Augustin Matata Ponyo.

Entre os vice-primeiros-ministros encontra-se Estado Gilbert Kankonde, próximo de actual chefede Estado, que fica na liderança do Interior. Um presente envenenado em caso de proibição ou repressão de futuras manifestações na RDC, onde a eleição de Félix Tshisekedi continua a ser contestada pela oposição ligada a Martin Fayulu.

83% de homens e 17% de mulheres compõem o executivo. Uma fraca representatividade feminina assume o primeiro-ministro, que acrescenta que a falta de paridade deve ser contrabalançada com o “peso das pastas atribuídas às mulheres”: “há uma mulher vice-primeira-ministra, ministra do Ordenamento, e uma mulher ministra de Estado e ministra dos Negócios Estrangeiros”. Marie Tumba Nzeza, membro do UDPS (partido de Félix Tshisekedi) é a nova chefe da diplomacia congolesa.