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Argélia: a história da queda de Abdelaziz Bouteflika

Por Marco Martins

Nesta revista de imprensa semanal, o destaque vai para a Argélia que continua a dar que falar.

A revista "Jeune Afrique" tem por título: “Os seis meses que abalaram a Argélia”. A publicação traça os últimos seis meses que levaram à queda do Presidente Abdelaziz Bouteflika. Ele que apresentou a sua demissão após a pressão dos manifestantes nas ruas do país, mas igualmente após os militares terem deixado de apoiar o presidente argelino. Tudo acabou a 2 de Abril, mas a revista afirma que tudo começou a desenhar-se a 26 de Setembro.

Para o "Courrier International" a era pós-Bouteflika começou a 9 de abril quando o Parlamento constatou que o Presidente tinha deixado o poder, introduzindo assim Abdelkader Bensalah como Presidente interino durante 90 dias, ele que foi durante 16 anos o Presidente da Câmara Alta do Parlamento.

Na publicação "Africa Confidential", o destaque vai para os manifestantes que conseguiram pôr fora a ‘velha guarda’.

Passamos à revista "L'Obs", que abordando a Argélia, fala-nos do encontro entre Benjamin Stora e Abdelaziz Bouteflika em 2012, durante a visita oficial de François Hollande à Argélia. O historiador lembra que era um homem curioso e ambicioso que adorava falar da história da Argélia.

Para fechar na publicação "La Lettre du Continent" o título é: “Os desaires de Isabel dos Santos beneficiam os distribuidores de bebidas". Na linha de mira do actual Presidente de Angola, João Lourenço, a filha do ex-Presidente José Eduardo dos Santos, Isabel dos Santos, tem dificuldades em gerir as suas empresas locais, incluindo a distribuidora de bebidas, Sodiba.

Com medo de regressar a Angola, após os problemas que tem tido o seu irmão, José Filomeno de Sousa dos Santos, Isabel dos Santos tenta gerir os seus negócios à distância. No entanto, não tem sido a melhor forma, visto que Sodiba, distribuidora de bebidas, e que vende em parceria com a Sociedade Central de Cervejas e Bebidas, filial portuguesa da marca Heineken, não está a atingir os objectivos previstos. A ambição era atingir os 144 milhões de litros vendidos, no entanto não ultrapassaram os 5% da totalidade das vendas no país. Isabel dos Santos vai ter de injectar dinheiro para a sobrevivência da empresa. Os concorrentes é que ganham com as perdas de Isabel dos Santos. Os franceses Castel com a filial Companhia União de Cervejas de Angola, bem como a empresa detida por chineses e o general Kopelipa, e os angolanos Tigra propriedade dos angolanos Refriango, e a nova empresa Tulumba, estão a arrasar o mercado.

Por fim a publicação lembra que a contracção do mercado pode sempre ditar maus resultados, quer seja para Isabel dos Santos, quer seja para as outras empresas.

Chegamos ao fim desta revista de imprensa semanal.

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