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Dia internacional de luta contra a doença de Parkinson

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Cérebro são à esquerda e cérebro com a doença de Parkinson à direita. Marc Savasta : INSERM Grenoble

Hoje assinalou-se o Dia Internacional de Luta contra a Doença de Parkinson. Este mal que atinge o cérebro, manifesta-se por tremores, rigidez muscular, falhas de memória e também lentidão dos movimentos das pessoas atingidas, essencialmente com idades superiores a 60 anos. Em finais do ano de 2015, foram recenseados a nível mundial 6,3 milhões de pessoas com Parkinson, sendo que um milhão se encontrava no continente europeu.


Identificada em 1817 pelo cirurgião britânico James Parkinson, esta doença que se relaciona com a destruição progressiva de neurónios tem sido considerada como uma potencial pandemia global dentro de algumas décadas. De acordo com um artigo científico de Outubro de 2018 no "Journal of Parkinson’s Disease", este que é considerado “o distúrbio neurológico que mais cresce no mundo” poderia atingir 12 milhões de pessoas nos próximos vinte anos.

Pouco conhecida ainda recentemente, frequentemente confundida com o Alzheimer, outra doença neurodegenerativa, o mal de Parkinson não tem por enquanto cura, havendo contudo tratamentos para controlar os efeitos desta doença que leva a uma perda progressiva da capacidade de mobilidade, controlo muscular e equilíbrio. Embora esta doença não seja mortal, ela pode ter um impacto sobre a esperança de vida dos pacientes que frequentemente acabam por sofrer quedas e mergulhar na demência induzida pelo mal de Parkinson.

Em entrevista com a RFI, Joaquim Ferreira, professor de neurologia na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, explicou o que é esta doença.

Joaquim Ferreira, professor de neurologia na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa 11/04/2019 ouvir