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Arroz China Guiné-Bissau Corrupção Cooperação/Desenvolvimento

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Políticos guineenses de Bissau suspeitos de desviar arroz da China

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Agricultores de um campo de arroz em Lianyungang, na China, que ajuda a Guiné Bissau STR / AFP

Arroz da China doado à Guiné Bissau está a provocar muita celeuma entre dirigentes guineenses nomeadamente do mundo da política e da judiciária. A Polícia Judiciária suspeita um conselheiro político e o ministro da agricultura de terem desviado em proveito próprio grandes quatidades desse arroz da China.


O caso do arroz doado pelo governo da China à Guiné-Bissau continua a ser manchete noticiosa e política.

Pelo menos dois dirigentes políticos, Botche Candé, conselheiro político do presidente da República e Nicolau dos Santos, ministro da Agricultura, estão a ser apontados pela polícia judiciária de terem desviado em proveito próprio grandes quantidades desse arroz.

Na segunda6feira, dia 08, a PJ, Polícia Judiciária, que tem em marcha a operação que baptizou de recuperação do arroz do povo, descobriu cerca de 40 toneladas do cereal numa propriedade agrícola do ministro Nicolau dos Santos nas zonas de Mansoa no centro do país.

Já na semana passada, a PJ, já tinha apanhado mais de 100 toneladas nas propriedades de Botche Candé em Bafatá no leste.

A PJdiz que das cerca de 3 mil toneladas do arroz que a China doou à Guiné-Bissau, centenas de toneladas teriam sido desviadas por dirigentes políticos.

Vozes da sociedade civil exigem duas coisas à PJ: Responsabilização judicial dos autores do furto e consequências políticas, ou seja a demissão dos implicados dos cargos públicos que ocupam.

De Bissau, o nosso correspondente, Mussa Baldé.

Mussa Baldé, correspondente, em Bissau 09/04/2019 ouvir