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França anunciou morte de líder jihadista no Sahel

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Imagem de arquivo. LUDOVIC MARIN / AFP

Os militares franceses da operação Barkhane eliminaram, esta quinta-feira, um dos principais líderes jihadistas do Sahel, o argelino Djamel Okacha, conhecido como Yahya Abou El Hamame. O anúncio foi feito esta sexta-feira pelo Governo, horas antes da chegada ao Mali do primeiro-ministro francês.


O anúncio da morte desta figura jihadista do Sahel foi feito horas antes da chegada ao Mali do chefe de Governo, Edouard Philippe, que vai estar acompanhado pela ministra das Forças Armadas, Florence Parly, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Jean-Yves Le Drian.

O argelino Djamel Okacha, conhecido como Yahya Abou El Hamame, era o líder do chamado “emirado do Sahara” da Al Qaeda no Magrebe Islâmico. Era suspeito, por exemplo, de cumplicidade no assassínio de um americano e no ataque contra a Embaixada de França em 2009 em Nouakchott, na Mauritânia. Ele era, ainda, o número 2 da aliança jihadista conhecida como “Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos” [no acrónimo francês GSIM], dirigida pelo tuaregue maliano Iyad Ag Ghaly.

A ministra Florence Parly falou em "acção espectacular" que constitui "um rude golpe para os grupos terroristas do Sahel" e sublinhou que a dita aliança jihadista “perdeu três dos seus principais chefes no espaço de um ano”.

A intervenção francesa no Mali, em 2013, permitiu a reconquista do norte do país, ocupado pelos jihadistas, mas há vastas zonas do país que continuam a escapar ao controlo das forças malianas e estrangeiras e que são regularmente alvo de ataques.

A violência alastrou-se, entretanto, do norte para o centro e o sul do Mali e, recentemente, para o Níger e para o Burkina Faso.

Desde 2014, a França mobilizou 4.500 militares no âmbito da operação Barkhane que visa lutar contra os grupos jihadistas na região do Sahel.