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Moçambique: Negócios das famílias Mondlane/Chissano

Por João Matos

Abrimos esta Imprensa Semanal, com LA LETTRE DE L'OCEAN INDIEN, que se refere a Moçambique, filhos de Eduardo Mondlane aliados ao clã Chissano. 

Apesar de os seus pais terem estado, politicamente, nos antípodas, os filhos do primeiro presidente da Frelimo, assassinado em 1969, Eduardo Mondlane, não páram de desenvolver relações de negócios com membros da família do presidente Joaquim Chissano.

Eduardo Mondlane Júnior, no passado, sócio de Nyimpine Chissano, falecido, em 2007, filho de Joaquim Chissano, está apostado numa parceria com Jaime de Jesus Irachande Gouveia, homem de negócios, próximo do clã Chissano. Os 2 homens criaram o mês passado MD-Modus Digital, uma empresa no sector digital, redes de voz e de dados nos telefones fixo e celular, assim como centros de dados.

Parceiro dos Chissanos no sector mineiro, Gouveia, dirige igualmente a empresa de gestão de projectos, Modus Global, com sede em Maputo, no mesmo endereço de outras empresas que lhe pertencem, como Corp Travel.

Se Eduardo Mondlane Júnior, não tem responsabilidades políticas, a sua irmã, Nyeleti Mondlane, é a actual ministra dos Desportos, depois de ter sido vice-ministra dos Negócios estrangeiros, acrescenta, LA LETTRE DE L'OCEAN INDIEN.

Por seu lado, a JEUNE AFRIQUE, no seu especial África 2019, com data até hoje, refere-se às grandes fortunas do Marrocos e seus jovens herdeiros. São bonitos, ricos e têm pela frente toda uma vida. 3 exemplos, Malik e Kenza Sefrioui, o primeiro mal terminou os estudos nos Estados Unidos, foi nomeado em 2014, vice-presidente da cimenteira fundada em 2007 pelo pai Anas, e faz parte de conselhos de administração de cerca de 30 empresas do pai.

A segunda, Kenza, sua irmã, mantém-se como princesa do império Sefrioui e o seu casamento em 2008 com um outro grande herdeiro da família Bennani, fez delícias da imprensa nacional. Outro exemplo, Mehdi Alj, após estudos em Paris e Montreal, regressa ao país e é vice-presidente do Sanam Agro, fundado pelo pai, Said Alj, que pesa 550 milhões de euros.

O terceiro exemplo, Moulay M'hamed, depois de estudos em Vancouver, substitui, em 2013, no grupo Saham, em situação de emergência o pai, Moulay Hafid, nomeado, Ministro da Indústria. A sua irmã mais nova, Anissa, assume a presidência da Saham Education Fund, nota, o semanário JEUNE AFRIQUE.

Por cá em França, LE POINT, pergunta, em capa, mas quando é que isto vai parar?, referência à crise dos coletes amarelos. Extrema violência, ameaças de morte contra eleitos, ataque a um ministério, até onde vai este ódio? É a vingança dos coletes amarelos, ou melhor pretensos coletes amarelos que quebram quase tudo, distribuem socos, queimam, como primitivos, sem filtros, sem leis, sem civismo.

Por seu lado, L'OBS, lança em capa um alerta às Fake news! Notícias calafetadas e teorias de conspiração pululam nas redes sociais. Quem fabrica estes boatos? Como são propagados? O semanário, afirma, fazer um mergulho no coração do sistema da desinformação organizada. Dois exemplos: em abril, o governo foi acusado de querer limitar o direito de greve, quando se tratava duma proposta do partido da direita dos Republicanos, que ficou letra morta na Assembleia nacional.

O segundo exemplo, o pacto de Marraquexe elenca princípios humanitários já inscritos na Declaração dos direitos humanos. Mas uma intoxicação tentou validar que não passava de luz verde à abertura total das fronteiras ameaçando assim a soberania da França.

É o fenómeno das Fake news, notícias falsas, conteúdos factualmente falsos, fabricados para ter uma aparência de credibilidade com o objectivo de deitar abaixo o alvo visado e de manipular os internautas seus remetentes. As redes sociais tornaram-se agentes de desestabilização politica, nota, L'OBS.

Enfim, COURRIER INTERNATIONAL, que cita o jornal holandês, Amsterdammer, destacando uma foto do escritor francês, Houellebecq, um chato, que ninguém consegue domar e que nos traz o seu mais recente romance, Serotonina, que, em jeito de pergunta, lhe pode dar no próximo ano o prémio Nobel de Literatura?

 

João Lourenço contra corrupção e tem fortuna de 50 milhões de dólares?