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CAN 2019 no Egipto

Por Isabel Pinto Machado

O presidente da Confederação Africana de Futebol - CAF - o malgaxe Ahmad Ahmad anunciou em Dakar esta terça-feira (8/01), que a fase final do Campeonato Africano das Nações - CAN - terá lugar no Egipto, em detrimento da África do Sul, os dois países em liça, depois de em novembro a CAF ter retirado a sua organização aos Camarões, por falta de infraestruturas e de condições de segurança e da retirada de Marrocos em dezembro.

O nosso convidado para comentar esta decisão é o jornalista desportivo moçambicano Castro Jorge.

Esta será a quinta vez que o Egipto organiza o CAN depois de 1959, 1974, 1986 e 2006 e a primeira desde a queda de Hosni Moubarak em 2011 e o novo presidente o general Abdel Fattah al-Sissy dirige o país com mão de ferro.

Esta serà também a primeira CAF com 24 equipas em competição em 52 jogos em vez de 16 equipas e 32 jogos, o que representa um aumento de encargos financeiros, mas deve estimular os países africanos na formação e construção de infraestruturas para a prática do desporto rei.

O CAN 2019 vai decorrer entre 15/06 e 13/07 - em vez de janeiro e com temperaturas que rondam os 40°C - por decisão conjunta entre a CAF, UEFA e FIFA, para adequar a CAN às competições europeias, onde jogem muitos futebolistas africanos, que são cruciais para as respectivas equipas nacionais, que serão obrigadas a interromper os seus campeonatos.

O Cairo alberga a sede da CAF e possui excelentes estádios, tal como Alexandria, Port Saïd e Suez, mas o Egipto tem problemas de segurança e vive sob o espectro de ameaças terroristas: o último atentado a 28 de dezembro contra um autocarro de turistas vietnamitas perto da pirâmide de Gizeg causou 4 mortos.

A violência nos estádios é recorrente no Egipto, desde o massacre de Port Saïd em fevereiro de 2012, quando mais de 70 pessoas morreram e mais de mil ficaram feridas espezinhadas pela multidão, após a derrota do Al-Ahly por 3/1 face ao al Masry, e em 2015 mais de duas dezenas de pessoas morreram no Cairo, em confrontos opondo a polícia e espectadores, que forçaram a entrada no estádio para asssitir ao jogo entre o Zamalek e o Enppi.

A CAN 2021 terà lugar nos Camarões, em vez da Costa do Marfim como previsto, que a vai organizar em 2023 e em 2025 será a vez da Guiné Conacry.