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Eleições gerais Presidenciais República Democrática do Congo Conflito África Lusófona

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Eleições gerais na RDC não serão em todo o território

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Presidente da Comissão eleitoral e membros do organismo que adiaram eleições para março nalgumas regiões da RDC REUTERS/Baz Ratne

Sempre vai haver eleições na República democrática do Congo, no dia 30 de dezembro, mas não em todo o território, casos de Beni e Butembo no Norte-Kivu e Yumbi no leste, onde mais de 1 milhão de pessoas não poderão votar. A mini-cimeira de ontem de chefes de estado da região, em Brazzaville, serviu apenas para confirmar a data destas eleições gerais que já foram adiadas 3 vezes. 


A coligação que apoia o candidato da oposição, Martin Fayulu apelou hoje a uma greve geral para amanhã na República democrática do Congo, onde decorre várias manifestações em protesto contra um adiamento parcial das eleições gerais de domingo.

Efectivamente, as autoridades da RDC caucionadas pela mini-cimeira de chefes de Estado da região, nomeadamente, o presidente angolano, João Lourenço, realizada ontem em Brazzaville, capital do Congo, mantiveram a data de 30 de dezembro para as eleições presidenciais, legislativas e provinciais.

Eleições em todo o país, exceptuando duas cidades Beni e Butembo no Norte-Kivu, e Yumbi na província de Maï Ndombé, no leste, onde mais de 1 milhão de pessoas não puderão exercer o seu direito de voto, no domingo, mas só em março.

Kinshasa alega que não há condições sanitárias, nomeadamente, devido à epidemia de Ébola em Norte-Kivu, Maï Ndombé, mas a oposição denuncia manobras políticas do Presidente Joseph Kabila, que não tem apoios nessas regiões.

Kabila, não pôde concorrer às presidenciais por imperativo constitucional, mas apoia o seu delfim, Emmanuel Ramazani Shadary, que com outros 2 candidatos, Félix Tshisekedi et Martin Fayulu, são os favoritos, da lista de mais 19 candidatos. 

Há igualmente eleições legislativas e provinciais e certamente os eleitores das cidades de províncias que vieram as eleições adiadas para março, serão penalizadas e já se teme que haja violência.

O Politólogo e activista de Cabinda, Alexandre Tati, fala mesmo em guerra ameaçada por rebeldes dessas zonas e critica a posição do Presidente angolano, João Lourenço, que apoia o sistema montado por Joseph Kabila.

Alexandre Tati, Politólogo e activista em Cabinda sobre eleições na RDC 27/12/2018 ouvir