rfi

No ar
  • RFI em Português
  • Noticiário em Português
  • RFI Mundo

França 31ª Cimeira da União Africana Mali Segurança Paz África G5 Sahel

Publicado a • Modificado a

Macron debate G5 Sahel em Nouakchott

media
Quartel militar da força conjunta do G5 Sahel em Sévarè, Mali REUTERS/Aaron Ross

Na Mauritânia encerra hoje a cimeira da União Africana, evento no qual esteve também presente o presidente francês. Na agenda de Emmanuel Macron está o G5 Sahel.


À chegada a Nouakchott, Emmanuel Macron foi recebido no aeroporto da capital da Mauritânia pelo seu homólogo Mohamed Ould Abdel Aziz. Depois, deslocou-se para Centro Internacional de Conferências ''Al Mourabitoune'', construído propositadamente para receber a 31ª Cimeira de Chefes de estado da União Africana, que hoje termina.

As questões de paz e segurança são as que mais preocupam o jovem presidente francês, que se encontrou, à porta fechada, com os chefes de estado africanos presente na cimeira. Emmanuel Macron manteve, ainda, um encontro de trabalho restrito aos cinco presidentes dos Estados do G5 Sahel e com presidente da Comissão da União Africana. Os dois últimos atentados terroristas no Mali, sexta-feira em Sévarè e no domingo em Gao, imprimiram urgência a esta reunião.

Oficialmente, a força conjunta do G5 Sahel está operacional, mas o ataque de sexta-feira em Sévarè, veio mostrar que a força conjunta não foi capaz de manter um perímetro de segurança à volta do seu próprio quartel.

Os presidentes de França, Chade, Mauritânia, Mali, Níger e Burkina Faso querem aceleram a força G5 Sahel, numa altura em que os cerca de 420 milhões de euros prometidos pela União Europeia, em Fevereiro passado, chegam a conta-gotas e os cerca de 5000 soldados africanos da força conjunta não estarão equipados com coletes à prova de bala antes do mês de Dezembro, segundo informação obtida pela RFI.

Esta noite o presidente da Mauritânia oferece um jantar de homenagem a Emmanuel Macron, que parte amanhã para Abuja, Nigéria.

Neidy Ribeiro, enviada especial a Nouakchott 02/07/2018 ouvir

Carlos Lopes nomeado representante da UA nas relações com a Europa

No decurso da 31ª Cimeira de Chefes de estado da União Africana, a decorrer em Nouakchott, Mauritânia, o guineense Carlos Lopes foi nomeado para representante da União Africana nas relações com a Europa.

Reagindo ao microfone de Neidy Ribeiro, Carlos Lopes deu conta das prioridades no relacionamento entre os dois continentes.

Temos, em 2020, de ter um acordo pronto para substituir a tua relação dos ACP [Países de África, Caraíbas e Pacífico] com a Europa, que é baseada num acordo chamado de Cotonou. Portanto, é um processo negocial que envolve uma parte de África e África decidiu que não devia ser dividida. (…) e fazer uma negociação única com o continente como base. (…) Também há um nível de complexidade temática, porque as negociações não são só sobre comércio, não são só sobre desenvolvimento, são também sobre migrações, questões de segurança, paz e estabilidade”.

Carlos Lopes, representante da UA nas relações com a Europa 02/07/2018 ouvir

O ministro das Relações Exteriores de Angola encontrou-se em Nouakchott com o Presidente do Ruanda, Paul Kagamé.

Manuel Augusto, disse que a situação na RDC (República democrática do Congo) foi um dos assuntos que dominou o encontro.

"Falámos sobre a cimeira, no geral, naturalmente que também as questões de paz e de segurança foram objecto de alguma apreciação. A RDC é um dos temas que está no âmbito da paz e segurança. Registam-se progressos. O que todos nós queremos é que o processo, o processo eleitoral, possa de facto caminhar para o seu epílogo."

O chefe da diplomacia angolano regozijou-se ainda com a presença de Emmanuel Macron, presidente francês, na cimeira panafricana.

"A discussão gerou em torno da necessidade dos países africanos se apropriarem um bocado mais das responsabilidades à volta da resolução dos conflitos, e nomeadamente, para o financiamento das operações de paz."

Manuel Augusto, ministro angolano das relações exteriores 02/07/2018 ouvir

A operação do G5 Sahel foi lançada há um ano na África ocidental pelos países da área, mas persistem grandes entraves ao seu financiamento, causa que a França tem tentado advogar junto de vários fóruns.