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Migrantes do "Lifeline" vão ser acolhidos em oito países europeus

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Navio "Lifeline". 25 de Junho de 2018. Felix Weiss / Mission Lifeline e. V. / AFP

O navio humanitário “Lifeline” vai atracar esta quarta-feira em Malta, anunciou o primeiro-ministro maltês, Joseph Muscat. O navio da ONG alemã "Lifeline" transporta, há uma semana, 233 migrantes resgatados ao largo da Líbia que vão ser acolhidos por oito países europeus.


Oito países europeus acabaram por aceitar acolher os migrantes: Malta, Portugal, França, Itália, Espanha, Luxemburgo, Bélgica e Holanda. O acordo surge depois de um grupo de eurodeputados ter visitado o navio, incluindo o português João Pimenta Lopes, que falou numa situação humanitária “dramática”.

Este é a segunda embarcação de uma ONG a vogar em torno das costas europeias, poucos dias depois do navio Aquarius que ancorou em Espanha.

O presidente francês, Emmanuel Macron, considerou que as ONGs que resgatam os migrantes no Mediterrâneo estão a ser manipuladas pelos passadores. Palavras que ecoam com as que foram ditas por Matteo Salvini, ministro italiano do Interior e líder da extrema-direita, que defendeu que certas ONGs são “cúmplices, consciente ou inconscientemente, dos traficantes”.

As ONGs respondem que cumplicidade com os passadores passa, pelo contrário, por criminalizar o resgate de pessoas em perigo e fechar as fronteiras.

A agência France Presse descreve que, ao largo da Líbia, os traficantes se aperceberam que não é preciso investir em navios capazes de chegar às costas italianas e que se limitam a sobrecarregar barcos de borracha, deixando a uma das pessoas a bordo um telefone para emitir uma chamada de emergência e para serem socorridos.

O tema divide os europeus, na véspera de uma cimeira sobre política de asilo e crise migratória. A chanceler alemã, Angela Merkel, já avisou que não será possível ter um acordo global até sexta-feira.