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Etiópia quer a paz com a Eritreia

Por Liliana Henriques

Ontem, Abiy Ahmed, novo Primeiro-ministro etíope oriundo da etnia maioritária dos Oromo chegado ao poder em Abril, após uma violenta crise de mais de dois anos entre o antigo poder e esta etnia que se considerava posta de parte, anunciou o fim do Estado de emergência que tem vigorado desde que eclodiu a instabilidade no país. Abiy Ahmed anunciou igualmente que doravante empresas públicas como a companhia aérea nacional ou ainda as telecomunicações vão abrir-se ao capital privado, sendo igualmente encaradas privatizações completas dos caminhos-de-ferro ou da companhia de electricidade. O novo dono do poder em Addis Abeba comunicou também e sobretudo, a sua intenção de fazer as pazes com a Eritreia, país que se tornou independente da Etiópia em 1993 ao cabo de décadas de um conflito que continuou ainda a seguir, apesar de um acordo de paz em 2000 que nunca chegou a ser cumprido. Em entrevista à RFI , Manuel João Ramos, investigador do Centro de Estudos Internacionais do ISCTE em Lisboa, analisa o novo contexto que se vive na Etiópia.

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