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Paris debate financiamento do terrorismo

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Decorre entre hoje e amanhã, em Paris, uma conferência contra o financiamento de grupos terroristas. REUTERS/Khalil Ashawi

Decorre entre hoje e amanhã, em Paris, uma conferência contra o financiamento de grupos terroristas. 72 países e 18 organizações marcam presença no encontro.


A conferência “Não ao financiamento do terror” (“No Money for terror”) tem como objectivo mobilizar politicamente, fomentar boas práticas e eliminar os obstáculos à cooperação internacional. O evento será encerrado, amanha à tarde, pelo Presidente de França Emmanuel Macron.

Ministros, responsáveis e investigadores de 72 países e de 18 organizações internacionais reúnem-se, entre hoje e amanhã, na capital francesa, para reforçar a luta contra o financiamento dos grupos jihadistas Estado Islâmico e Al-Qaeda.

Todos os estados árabes, menos a Síria, estarão representados. Marcam presença cerca de 80 ministros e mais de 450 investigadores, entre magistrados e elementos dos serviços de inteligência, dirigentes da Organização das Nações Unidas, Fundo Monetário Internacional, Liga Árabe e União Africana e outras organizações.

Contra o Estado Islâmico, a Al Qaeda e outros grupos terroristas activos, especialmente no Médio Oriente e em África, "a luta está longe para ter terminado", sublinha o Eliseu. O grupo jihadista Estado Islâmico, por exemplo, teria arrecadado mil milhões de dólares em 2014 e outros mil milhões em 2015, e um pouco menos em 2016. "Esse baú de guerra está, provavelmente, em algum lugar, (…) circulou" e pode servir para financiar o ressurgimento do Estado Islâmico noutros pontos do planeta, acrescentou o Eliseu.

Para esconder seus recursos, os grupos terroristas adaptam-se rapidamente, investem e exploram técnicas e tecnologias como cartões pré-pagos, carteiras electrónicas e campanhas de recolha de fundos na internet, evidenciam os especialistas. As dificuldades levantadas pelas moedas virtuais serão também analisadas na conferência de Paris.

A conferência, realizada na sede da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), deve terminar com a publicação de uma declaração conjunta.