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Mali Jihadismo Aqmi Crime de guerra Tribunal Penal Internacional

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Jiadista no Mali entregue ao Tribunal Penal por crimes de guerra

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Rebeldes do grupo jiadista An Sardine, a 6 de abril de 2012, no Mali AFP/AFPTV/FRANCE 2

Autoridades malianas entregaram ao Tribunal penal internacional, o jiadista Al Hassan, que operou no Mali, entre 2012 e 2013 e é acusado de crimes contra a humanidade e crimes de guerra ou violação e escravatura sexuais, mas também destruição de mausoléus e edifícios religiosos, na cidade de Tombuctu.


Al Hassan, fez parte de um grupo de jiadistas de AQMI, Al Qaeda do Magrebe e de An Sardine, acusado de crimes contra a humanidade, crimes de guerra, entre abril de 2012 e janeiro de 2013, em Tombuctu, no Mali.

O jiadista, Al Hassan, foi entregue, ontem, 31, ao Tribunal penal internacional de Haia, na Holanda, pelas autoridades do Mali, acusado duma série de crimes, que inclui ainda crimes de violação e escravatura sexuais e destruição de património religioso e histórico, na cidade histórica maliana de Tombuctu ou Timbuctu.

Al Hassan, era membro do grupo jiadista An Sardine, que opera assim como Aqmi, no Mali, nomeadamente, na região histórica de Tombuctu, onde destruiram documentos históricos e mausoléus considerados património da humanidade.

Entrevistado pelo nosso colega Pierre Firtion, do serviço África da RFI, Pascal Turlan, conselheiro do gabinete do procurador do Tribunal penal internacional, enumera crimes de que é suspeito de ter cometido, o jiadista, Al Hassan.

Pascal Turlan do Tribunal penal sobre suspeitas de crimes do jiadista Al Hassan, no Mali 01/04/2018 ouvir

"Al Hassan, é uma pessoa que teria cometido crimes contra a humanidade e crime de guerra, por ocasião da ocupação da cidade de Tombuctu, durante o período de abril de 2012 e janeiro de 2013."

"Nessa altura, a cidade de Tombuctu, estava ocupada, como sabe, por Aqmi e An Sardine, e Al Hassan, fazia parte de pessoas que comereram actos de tortura, violações, escravatura sexual, perseguição de habitantes de Tombuctu por motivos religiosos, sexistas, atentado à integridade da pessoa humana, e foi condenado pela justiça por ataques contra mausoléus religiosos e edifícios históricos."