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Rex Tillerson em digressão em África

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Secretário de Estado norte-americano Rex Tillerson. REUTERS/Jonathan Ernst

Desde esta Terça-feira e até ao dia 13 de Março, o Secretário de Estado norte-americano Rex Tillerson efectua a sua primeira digressão africana. Tillerson visita o Chade, Jibuti, a Etiópia, o Quénia e a Nigéria, o intuito deste périplo sendo designadamente reforçar a cooperação na luta contra o terrorismo.


De acordo com um comunicado do Departamento de Estado divulgado há dias, Rex Tillerson "tenciona discutir sobre os meios de trabalhar com os seus parceiros para lutar contra o terrorismo, favorecer a paz e a segurança, promover a boa governação e encorajar um comércio e investimentos mutuamente vantajosos".

Durante esta digressão que o vai conduzir à Etiópia, Rex Tillerson deverá designadamente manter um encontro com o Presidente da Comissão da União Africana com quem deveria abordar questões de segurança e as crises do Sudão do Sul, da RDC e da Somália.

Esta visita, a primeira de um alto responsável americano desde a chegada de Trump ao poder, prevê uma etapa no Chade que foi incluído em Setembro à lista de países como a Venezuela, Coreia do Norte, Síria, Líbia, Irão, Sudão, Somália e Iémen cujos cidadãos são proibidos de viajar para os Estados Unidos, de acordo com o decreto anti-imigração do Presidente Trump.

Outro ponto importante desta digressão, será a etapa no Jibuti onde os Estados Unidos têm uma base militar, assim como Pequim desde o ano passado. Washington pretende mostrar que está a vigiar de perto a China em África. "Estamos preocupados com os seus objectivos, nomeadamente no que toca aos empréstimos com taxas preferenciais. Receamos uma explosão do endividamento de certos Estados", admitiu recentemente Donald Yamamoto, Responsável dos assuntos africanos do Departamento de Estado.

Esta primeira digressão africana acontece também e ainda no rescaldo das alegadas declarações em Janeiro do Presidente Trump que, perante senadores, teria qualificado o Haiti e o continente africano como "países de merda". Isto não deixou de criar mal-estar entre o Chefe de Estado americano e os seus homólogos africanos que reclamaram um pedido de desculpa por parte de Trump.