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ONU quer resolução para Ghouta síria mas Rússia bloqueia

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Ghouta oriental, periferia de Damasco, bombardeada pelo regime sírio e aliados russos REUTERS/Bassam Khabieh

O exército sírio continua a bombardear Ghouta oriental, enquanto em Nova Iorque, o conselho de segurança da ONU, que devia debater uma resolução prevendo um cessar fogo de 30 dias para permitir o acesso à zona flagelada, ficou bloqueado pela recusa da Rússia, que antes tinha dado mostras de flexibilidade.


O regime sírio continua com os ataques aéreos contra Ghoula oriental, bairro da capital, Damasco, ainda controlado pelos rebeldes, bombardeamentos que já fizeram, desde domingo, 390 mortos, entre a população civil.

Na ONU, o secretário geral, o português, António Guterres, pediu uma trégua imediata e denunciou um "inferno na terra" no bairro às portas de Damasco.

Quando o conselho de segurança da ONU, queria debater, hoje, uma resolução para tentar um cessar-fogo de 30 dias para permitir o acesso a Ghouta oriental, eis que a Rússia, veio dizer que não há condições para tal.

O chefe da diplomacia russa, Sergueï Lavrov, tinha assegurado que o seu país, grande aliado da Síria, estava disponível para analisar o projecto de resolução.

Mas, o embaixador russo na ONU, Vassily Nebenzia, acaba de anunciar que não havia "acordo" entre os 15 membros do conselho de segurança para impor o cessar-fogo de 30 dias em Ghourta oriental. 

De notar que certos analistas tinham dito que a Rússia que tem recorrido ao seu veto para defender o regime da Síria, podia desta vez, abster-se, facilitando a aprovação da resolução para socorrer feridos e refugiados.

O projecto de resolução foi apresentando pela Suécia e Kweit e organizações humanitárias, mas também, vários países e dirigentes já condenaram os bombardeamentos do regime sírio.

A chanceler alemã, Angela Merkel, denunciou "um massacre em Ghouta", o enquanto o presidente francês, Macron, reclama uma trégua.