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Espionagem União Africana Etiópia China Cooperação/Desenvolvimento

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UA desmente espionagem da China à sede em Addis Abeba

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Sede União Africana, em Addis Abeba, construída pela China RFI/Neidy Ribeiro

O presidente da comissão da UA, Moussa Faki, desmentiu em Pequim, que tenha havido actos de espionagem da China, à sede da instituição africana, que ofereceu à África. Moussa Faki Mahamat, que efectua uma visita à China, desmentiu a notícia do jornal Le Monde, dizendo que não passa de afirmações infundadas para desviar atenção dos objectivos de cooperação sinoafricana.


"Tudo não passa de mentiras", foi assim que o presidente da comissão da União Africa, Moussa Faki Mahamat, de visita a Pequim, reagiu a uma notícia do jornal francês LE MONDE, segundo a qual, a China espiou a sede da instituição africana.

A China que construiu a sede da UA, em Addis Abeba, na Etiópia, sede oferecida à África, não tem "interesse nenhum em espionar" uma organização de política internacional que nos ofereceu, declarou Moussa Faki Mahamat.

Também a China reagiu, através do seu ministro dos negócios estrangeiros, Wang Yi, afirmando que "tentativas de dividir a China e África não serão bem sucedidas".

Estamos concentrados em reforçar a nossa cooperação, continua, por seu lado, o presidente da comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, sublinhando que esse tipo de manobras não "nos desviará dos nossos objectivos".

Mussa Faki Mahamat, presidente da comissão da União Africana 08/02/2018 ouvir

"São afirmações infundadas, e creio, que o momento não foi igualmente bem escolhido. O que vos posso garantir é que as relações entre a China e África são sólidas.

Manobras desse género não poderão desviar-nos dos nossos objectivos. A União africana é uma organização política internacional e não trata de assuntos de segredo de defesa.

"Somos uma administração e não vejo o interesse que a China tem em oferecer-nos um edifício desta natureza para praticar espionagem.

"Conclusão: tudo não passa de mentiras que não levamos a sério e estamos a trabalhar para o reforço da nossa cooperação em beneficio do povo africano e não penso que este tipo de afirmações infundadas possa conseguir desviar-nos dos nossos objectivos."