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Etiópia libertou 150 presos políticos

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Líder do partido da oposição Congresso Federalista de Oromo, Merera Gudina, durante um comício em 2010. REUTERS/Barry Malone

A Etiópia libertou 150 presos políticos, entre eles está líder do partido da oposição Congresso Federalista de Oromo. Merera Gudina tinha sido detido há um ano, quando regressava de Bruxelas depois criticado no Parlamento Europeu o estado de emergência vigente no país.A Amnistia internacional já veio saudar a decisão do governo etíope, acrescentando que as autoridades devem colocar em liberdade e sem condições os outros cerca de 400 presos políticos.


O anúncio já tinha já sido feito primeiro-ministro etíope, Hailemariam Desalegne afirmou na altura que seriam retiradas as acusações contra os 500 prisioneiros políticos e que seria encerrado o conhecido campo de detenção num esforço para "alargar o espaço democrático para todos" no país.

Um mês depois a Etiópia cumpre a promessa e coloca em liberdade 150 presos políticos. Entre eles está líder do partido da oposição Congresso Federalista de Oromo, Merera Gudina, que tinha sido detido há um ano, quando regressava de Bruxelas depois criticado no Parlamento Europeu o estado de emergência vigente no país.

A Amnistia internacional já veio saudar a decisão do governo etíope, acrescentando que as autoridades devem colocar em liberdade e sem condições os outros cerca de 400 presos políticos.

 

Os meses de protestos exigindo liberdades mais amplas começaram no final de 2015 e conduziram a centenas de mortes e a dezenas de milhares de detenções, prejudicando uma das economias de crescimento mais rápido em ÁfricaOs protestos causaram ainda o deslocamento de cerca de um milhão de pessoas.

Esta decisão acontece ainda a poucos dias da realização da cimeira da União Africana em Addis Abeba, 22 a 29 de Janeiro, subordinada ao tema "Vencer a Luta contra a Corrupção: Um Caminho Sustentável para a Transformação de África".