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União Africana apela a esclarecimento sobre vôo da TAP Bissau/Lisboa
A União Africana veio a público denunciar as dificuldades levantadas com a suspensão dos vôos entre Bissau e Lisboa com registo de doentes impossibilitados de viajar e, mesmo, de cadáveres que não podem ser encaminhados para o país de origem para ser sepultados. A UA quer ver esclarecido este « problema sério » entre a Guiné-Bissau e Portugal.
Ovídeo Pequeno, representante da UA na Guiné-Bissau falou à imprensa nesta quarta-feira, dia em que era suposto a comissão de inquérito guineense vir a público com os primeiros dados da ocorrência.
74 supostos cidadãos sírios na posse de documentos turcos falsos chegaram no dia 10 ao Aeroporto de Lisboa num avião da TAP proveniente de Bissau.
A TAP denunciou o facto de ter sido obrigada a proceder ao embarque destes cidadãos, não obstante ter sido detectada atempadamente o facto de estes não apresentarem documentação regular.
Os ministros guineenses dos negócios estrangeiros e do interior já apresentaram a sua demissão na sequência do caso que o chefe da diplomacia portuguesa qualificara de “quase um acto terrorista”.
Ouça extracto da intervenção do diplomata são-tomense Ovídeo Pequeno.
Noutro plano a greve geral da função pública prossegue, não obstante o facto de os táxis e os transportes semi-colectivos de passageiros “toca-toca” terem recomeçado hoje a circular na capital.
Em causa está a exigência das duas centrais sindicais do pagamento de, pelo menos, dois salários em atraso aos funcionários públicos.
Mamadu Candé, porta-voz dos grevistas, alega que sector do governo afirmara não ser possível « fabricar dinheiro ».
Com a colaboração de Mussá Baldé, correspondente em Bissau