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Moçambique participa no Fórum Social do Clima

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Representantes dos povos indígenas durante o Fórum Social do Clima em Cochabamba, na Bolívia. Danilo Balderrama/ Reuters

O Presidente Evo Morales abriu esta terça-feira em Cochabamba, na Bolívia, o Fórum Social sobre o Clima, uma conferência da qual participam vários representantes da sociedade civil, organizações não-governamentais, sindicatos e organizações camponesas.

O presidente da União Nacional dos Camponeses de Moçambique, Renaldo Chingor evoca o fracasso da conferência de Copenhaga, em Dezembro último, e dá-nos conta das suas expectativas acerca deste encontro na Bolívia, numa entrevista concedida à RFI.


RFI- Quais são as suas expectativas em relação a esta conferência ?

Renaldo Chingor- “Estávamos esperançados de que na conferência de Copenhaga houvesse um bom resultado sobre negociações para a redução das emissões de gás para a melhoria das condições do clima no mundo, mas foi tudo um fracasso.
Os países mais ricos do mundo, bem como as instituições internacionais, ainda querem continuar a prejudicar o nosso planeta porque não estão preocupados com a vida dos camponeses, nem com a vida da própria Terra. Achamos que este encontro, aqui na Bolívia, vai ser um encontro onde se vai tomar uma posição dos povos e não dos ricos e vamos levar essa posição até à conferência do México.
Isto para dizer que é uma expectativa muito grande para todos os camponeses do mundo que esta conferência produza uma proposta segura que as Nações Unidas têm de ter em conta.
Nós vivemos da terra. As mudanças climáticas prejudicam a agricultura e os nossos camponeses já não conhecem o calendário agrícola, isso é o que nos preocupa bastante. No momento em que os camponeses deveriam lançar a semente é o tempo em que as chuvas não aparecem e se a chuva aparece, aparece para destruir um pouco daquilo que já foi feito, portanto, é um pouco também esta a nossa preocupação.
A nossa expectativa nesta conferência é que possamos ter uma posição única de todos os camponeses do mundo e temos também uma proposta para construir um tribunal de defesa climática, se possível.
Todos os que andam a destruir a natureza, a terra-mãe, que sejam julgados e punidos.”