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Portugal, fim da campanha rumo às legislativas

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Assembleia da República portuguesa www.parlamento.pt

Em Portugal chega hoje ao fim a campanha eleitoral visando o escrutínio legislativo deste domingo. O Partido socialista, no poder, no âmbito de uma aliança de esquerda, é tido como o provável vencedor com maioria relativa, segundo as sondagens.


Se não houver nenhuma viravolta de última hora, o PS deve ser o grande vencedor das eleições de domingo e António Costa vai manter-se como primeiro-ministro

O partido, que ao longo de toda a campanha, recusou pedir maioria absoluta prepara-se para um novo mandato, mas vai continuar a precisar de alianças para governar embora, desta vez, não seja preciso uma “geringonça” mas, apenas, um acordo com um de três partidos: o Bloco de Esquerda ou o PCP (que nos últimos quatro anos sustentaram a maioria) ou, apenas, com o PAN - o partido Pessoas Animais Natureza - que a acreditar nas sondagens vai conseguir eleger deputados suficientes para, em coligação, ou em acordo com o PS, garantir uma solução de Governo.

A última semana de campanha ficou claramente marcada pela acusação relativa ao processo do roubo de armas de Tancos – que tem entre os arguidos o antigo ministro da Defesa do Governo de António Costa.

O PS desceu nas intenções de voto. E o PSD foi o partido que mais subiu, mas não tanto que ameace a maioria confortável dos socialistas.

Estas eleições vão servir, também, para avaliar quanto vale o CDS que chegou a estar no Governo (em coligação com PSD) e se o PSD de Rui Rio vai conseguir recuperar do desaire das últimas eleições europeias, onde teve o pior resultado de sempre.

Falta saber, também, se os pequenos partidos vão conseguir entrar no novo Parlamento.

Esta sexta-feira deveria ser o último dia para os partidos convencerem os indecisos mas a morte de Freitas do Amaral - fundador do CDS – acabou por antecipar o fim da campanha. Todos os partidos desaceleraram na recta final e optaram por acções menos alegres e chamativas para fecharem estas duas semanas de campanha, comícios e arruadas.

Com a colaboração de Anabela Góis, correspondente em Lisboa.