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Moçambique:jovens impedidos de marchar contra xenofobia sul-africana

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A polícia impediu dezenas de jovens moçambicanos de marchar em Maputo contra a onda de violência xenófoba na África do Sul LUSA/António Silva

Em Moçambique a polícia impediu, no sábado de manhã em Maputo,dezenas de jovens de marchar contra a onda de violência xenófoba na África do Sul.Os jovens queriam expressar solidariedade para com os estrangeiros africanos vítimas de violentos ataques na África do Sul, assim como o repúdio e indignação à tais actos xenófobos.De Maputo, Orfeu Lisboa tem mais pormenores.


A polícia moçambicana impediu que um grupo de jovens activistas marchasse no sábado até a Embaixada da África do Sul em Maputo, para repudiar os ataques xenófobos.

Segundo David Fardo, presidente do Parlamento Juvenil, a marcha foi obrigada a desviar da rota prevista, pelas forças de polícia. Fardo acrescentou que nenhuma explicação lhes foi dada, no que toca à medida aplicada pela polícia.

Os manifestantes, disse a activista Lucília Cândido, não entenderam a actuação da polícia. Cândido, coordenadora da ONG Kubatsira, organizadora da manifestação, afirmou que embora em número reduzido,(ela esperava que mais gente participasse) os jovens desejavam expressar o seu repúdio e indignação contra a onda de ataques xenófobos na África do Sul.

A também activista moçambicana, Mangia Macuacua, sublinhou que a marcha tinha sido autorizada pelo Município de Maputo e que a mesma visava igualmente entregar uma carta ao embaixador da África do Sul, na capital moçambicana.

Iniciada às primeiras horas da manhã de sábado na Praça da Independência, por algumas dezenas de pessoas, na sua maioria jovens, reunidas ao pé da estátua do primeiro Presidente de Moçambique, Samora Machel, a marcha foi em seguida, sob escolta policial, desviada para outra artéria da cidade de Maputo,onde está erigido um monumento em homenagem à Eduardo Mondlane, figura da luta pela independência moçambicana.

Insatisfeitos, os jovens activistas de várias organizações da sociedade civil,nesta acção coordenada pela Associação Juvenil Kubatsira, prometem outras acções nos próximos dias.

Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Moçambique, mais de 400 cidadãos nacionais residentes na África do Sul, manifestaram o seu desejo de regressar ao país, desde que teve início a onda xenófoba sul-africana.