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G7 : Donald Trump vai prosseguir guerra comercial com China

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Boris Johnson ( à esquerda ) et Donald Trump ( à direita ) durante o seu encontro no G7 de Biarritz. 25 de Agosto de 2019. Erin Schaff/Pool via REUTERS

As reuniões entre os dirigentes do G7 em Biarritz foram marcadas por um balde de água fria, no que toca às perspectivas de retoma da economia mundial. Donald Trump decepcionou os seus parceiros ao confirmar a sua intenção de prosseguir a guerra comercial com a China. No capítulo político não se registou nenhum progresso em matéria do contencioso em redor do programa nuclear iraniano.O G7 está pronto para ajudar a combater os incêndios na Amazónia, mas a política ambientalista de Emmanuel Macron não suscita a aprovação dos ecologistas alternativos.


Depois de um sábado caracterizado pelo optimismo e por um Donald Trump menos imprevisível, o chefe da Casa Branca, lançou, aos seus parceiros do G7, um balde de água fria, ao reiterar a sua vontade de prosseguir a guerra comercial com a China.

A França, a Alemanha e demais países do G7 chamaram a atenção para o perigo que representa a continuidade do conflito comercial entre os Estados Unidos e a China, numa altura em que a economia mundial atravessa um período conturbado.

Trump, não obstante algumas dúvidas sobre a oportunidade do braço de ferro com Pequim, está decidido a prosseguir a guerra das tarifas alfandegárias.

Segundo Stephanie Grisham, porta-voz do chefe de Estado americano, este último estaria mesmo decidido a aumentar ainda mais as taxas de importação para os produtos chineses.

No que diz respeito ao Irão e ao seu programa nuclear, Donald Trump desmentiu o envio de um comunicado do G7 às autoridades de Teerão.

Segundo fontes diplomáticas em Biarritz,o Presidente francês, Emmanuel Macron, foi encarregado pelo G7 de enviar uma mensagem aos dirigentes iranianos, para evitar a escalada na região do Médio-Oriente.

No que toca à preservação da Amazónia, o G7 está disponível para ajudar os países da região que forem afectados por incêndios.

Por seu lado os ecologistas alternativos desfilaram, nas ruas da vizinha cidade de Bayonne, para criticar as políticas ambientalistas do Presidente Macron,

que, segundo os manifestantes, faz o contrário daquilo que prega.

Acenando cartazescom o retrato de Emmanuel Macron de cabeça para baixo, os manifestantes ecologistas duvidaram da vontade do chefe de Estado francês de preservar a Amazónia, se considerarmos,segundo eles, que o executivo francês ratificou o CETA, acordo comercial com Canadá, e recusa aplicar uma taxa ao querosene, combustível dos aviões, tido como muito poluente.

O britânico Boris Johnson reuniu-se com o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, para pedir, mais uma vez, a supressão do polémico backstop do acordo sobre o Brexit e reiterou que, a partir do dia 31 de Outubro, o Reino Unido deixará de ser membro da União Europeia, sejam quais forem as circunstâncias.

Fervente adepto do Brexit, o Presidente Donald Trump, também se avistou,em Biarritz, com o Primeiro-ministro britânico e confirmou a vontade de os Estados Unidos assinarem um grande acordo comercial com o Reino Unido, logo que Londres sair do bloco europeu de Bruxelas.