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Eleição presidencial Guatemala Imigração Miséria Corrupção Donald Trump

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Guatemala: eleição presidencial num país em busca de futuro

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Alejandro Giammattei candidato conservador à presidente da Guatemala.Junho de 2019 REUTERS/Luis Echeverria

Mais de 8 milhoes de guatemaltecos deslocam-se às mesas de voto para escolher o seu novo presidente da República.Em liça; para a presidência, estão dois veteranos da cena política da Guatemala,a social-democrata Sandra Torrese o conservador Alejandro Giammattei.Torres e Giammattei são os candidatos à sucessão, em Janeiro de 2020, de Jimmy Morales,cujo mandato foi afectado por uma série de escândalos. Os eleitores guatemaltecos esperam finalmente por uma chefe de Estado, que lutará contra as três pragas do país, que são a corrupção,o crime violento e a miséria.


Contráriamente às previsões, a taxa de abstenção não deveria ser muito importante, uma vez que cerca de 70% dos eleitores confirmam a sua participação na segunda volta escrutínio, para a eleição presidencial da Guatemala.

Todavia as dificuldades económicas enfrentadas, pelo país mais pobre da América latina, fazem com que os gualtemaltecos não tenham ilusões sobre uma futura mudança na gestão do seu país.

Sandra Torres na sua  terceira tenta para aceder a presidência da Guatemala e Alejandro Giammattei, favorito e candidato pela quarta vez, de acordo com os últimos inquéritos de opinião, estão longe de encarnar as aspirações de mudança da população guatemalteca.

O humorista e agora presidente cessante, Jimmy Morales, que antes do seu mandato também insistiu em mudar o país, segundo os observadores, revelou-se uma grande decepção para os guatemaltecos.

Morales, que prometia a mudança, termina o seu único mandato de quatro anos, investigado, sob suspeitas de ter financiado ilícitamente a sua campanha eleitoral.

A corrupção que gangrena o país da América central, assim como o pacto migratório humilhante imposto à Guatemala por Donald Trump, dominaram a segunda volta da campanha eleitoral.

Embora o pacto migratório tenha provocado uma verdadeira ceulema na Guatemala, os dois candidatos em liça optaram pela prudência nas suas alusões ao suposto acordo, que prevê nomeadamente, que os requerentes de asilo aos Estados Unidos, efectuem antes o processo administrativo na Guatemala.

Ora, segundo os especialistas, a Guatemala que tem dificuldades em prover às necessidades da sua população, não poderá acolher migrantes a caminho dos Estados Unidos.

Dos 17,7 milhões de habitantes da Guatemala, 60% vivem sob o limiar da pobreza.

Desemprego, corrupção, violência criminosa,miséria e emigração são os males que, de acordo com os analistas,fazem com que os guatemaltecos acreditem ainda num futuro melhor.

Seja quem for eleito no domingo, o importante é que ele ou ela, cumpram as suas promessas, diz,segundo a AFP, Santigo, um eleitor esperançado.