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China Estados Unidos Donald Trump Guerra Comercial Tarifas tarifas alfandegárias

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Novo episódio na guerra comercial China/ Estados Unidos

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Os Presidentes Donald Trump e Xi Jinping durante o G20 em Osaka, no Japão no passado dia 29 de Junho. REUTERS/Kevin Lamarque

Donald Trump abala as bolsas mundiais ao afirmar, um dia depois da fracassada retoma das negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China, que vai aumentar de 10% , a partir de 1 de Setembro as tarifas aduaneiras de mais produtos chineses, o equivalente de um montante de 300 mil milhões de dólares.


Pequim reagiu à decisão de Washington, afirmando que está pronta para uma retaliação. A guerra comercial entre os dois países tem contribuído para a estagnação da economia mundial.

As hostilidades comerciais entre os Estados Unidos e a China, encetadas há um ano pela Administração Trump,estão no impasse, se consideramos que a retoma das negociações entre as duas potências económicas mundiais, fracassou.

A China que reafirmou a sua vontade de não se inclinar frente aos Estados Unidos, sublinhou que vai retaliar perante o aumento de 10 % das tarifas aduaneiras americanas sobre as suas exportações,o equivalente de 300 mil milhões doláres, a partir do dia 1 de Setembro.

A porta-voz do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, Hua Chunying , declarou aos media, que o seu país está insatisfeito com a medida anunciada por Donald Trump e pronto para opôr-se resolutamente à mesma.

A senhora Chunying informou que a China vai retaliar, de modo a defender os seus interesses fundamentais.

O anúncio do Presidente Trump, no que toca ao aumento das tarifas aduaneiras americanas sobre as importações chinesas, significa, práticamente, que os 660 mil milhões de dólares anuais de trocas comerciais, entre os Estados Unidos e a China, serão submetidas à tarifas.

Este novo aumento de 10 por cento nas tarifas alfandegárias sobre os produtos da China, no valor de 300 mil milhões de dólares, ocorre depois da alta de 25 % , representando um montante de 250 mil milhões de dólares de direitos aduaneiros americanos, já em vigor no que toca às importações chinesas.

Segundo Craig Allen, presidente do Conselho Empresarial sino-americano, as novas tarifas alfandegárias dos Estados Unidos correm o risco de provocar a retirada da China da mesa de negociações. Allen receia o impacto de uma forte retaliação chinesa.

A margem de uma cimeira dos chefes da diplomacia regionais em Bangkok, o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, considerou que punir com aumento de tarifas, não é, de forma alguma, a maneira  correcta de resolver as fricções económicas e comerciais.