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Espanha Pedro Sánchez Eleições gerais Socialistas Primeiro-ministro Podemos

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Espanha: Pedro Sánchez pede voto de confiança

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Pedro Sánchez no dia 28 de Abril em Madrid, após a vitória dos socialistas nas eleições gerais espanholas. REUTERS/Sergio Perez

Com dificuldades para formar um governo, depois das eleições gerais do passaddo mês de Abril, o líder do Partido Socialista espanhol, Pedro Sánchez vai ser confrontado na próxima semana com um voto de confiança no parlamento, que confirmará ou não o seu cargo de Primeiro ministro. Sánchez não conseguiu assegurar o apoio da esquerda radical, representada pelo partido Podemos, para constituir um novo executivo.


Interinamente na função de chefe do Governo espanhol, desde Abril passado, data das últimas eleições legislativas espanholas, Pedro Sánchez vai pedir ao Parlamento um voto de confiança ,que decidirá ou não, o seu futuro como Primeiro-ministro de Espanha.

Não tendo garantido o apoio do Podemos, esquerda radical, para constituir um novo governo, e em caso de não obter o voto de confiança, Sánchez terá de proclamar novas eleições, a serem realizadas no mês de Novembro.

Estas seriam as quartas eleições gerais, em quatro anos, no reino de Espanha.

Nas eleições de Abril, o Partido Socialista espanhol foi o mais votado ao obter 123 assentos.Todavia, a sua vitória não foi suficiente para constituir uma maioria absoluta nas Cortes, assembleia nacional espanhola, composta por um total de 350 assentos .

De acordo com os analistas, a fragmentação que caracteriza a cena política espanhola, faz com que seja mais difícil, para um partido, obter uma maioria absoluta.

De forma a criar uma maioria governamental viável, o socialista Pedro Sánchez necessita do apoio dos 42 deputados do Podemos, bem como de vários pequenos partidos regionais.

Segundo os analistas, não é de excluir a possibilidade de uma derrota parlamentar de Sánchez, na próxima terça-feira, uma vez que o voto de confiança exige uma maioria absoluta.

Pedro Sánchez acedeu ao poder em Junho de 2018, depois de ter obtido uma vitória imprevista, no voto de confiança contra o seu antecessor Mariano Rajoy, dos conservadores do Partido Popular, graças ao apoio do Podemos, dos independentistas catalães e dos nacionalistas bascos.