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G20:cimeira encerra em Osaka com incertezas

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Os Presidentes da China, Xi Jinping e dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o seu encontro na cimeira do G20,em Osaka, no Japão. 29 de Junho de 2019 o REUTERS/Kevin Lamarque

A cimeira do G20 encerrou em Osaka no Japão, sem dissipar as incertezas que pairam sobre a conjuntura mundial. A China e os Estados Unidos tentaram amenizar as consequências da sua guerra comercial ao optar por uma trégua,que segundo os analistas é positiva, mas que não tranquiliza os protagonistas da economia mundial. Por seu lado o chefe de Estado russo, Vladimir Putin apelou a uma normalização das relações entre Moscovo e Washington.Mais do que um fórum do multilaterismo, o G20 tornou-se uma cimeira anual, em que chefes de Estado e de governo aproveitam a ocasião para ter encontros bilaterais.


De fórum do multilateralismo o G20 tornou-se a cimeira onde são discutidas questões de âmbito bilateral, pelos vinte países participantes.

O Presidente francês, Emmanuel Macron reconheceu que o G20 assemelha-se cada vez mais à uma mini-Assembleia geral das Nações Unidas, durante a qual chefes de Estado e de governo discutem sobre assuntos bilaterais, como foi o caso do norte-americano, Donald Trump e do chinês Xi Jinping.

Trump e Jinping reuniram-se, à margem da cimeira de Osaka, e decidiram optar por uma trégua na sua guerra comercial. Ambos decidiram suspender a batalha das tarifas alfandegârias entre os dois países. Donald Trump aceitou também que as firmas americanas voltem a fornecer os software do sistema Android as suas congéneres chinesas.

Os chefes de Estado, norte-americano e chinês anunciaram, que as negociações comerciais entre Estados Unidos e China vão ser reatadas.

A guerra comercial sino-americana, dominou por consequinte a cimeira do G20,em que as questões do aquecimento climático e a escalada da tensão entre o Irão e os Estados Unidos no Golfo, foram relegadas para o segundo plano.

O comunicado final de Osaka, não lido por ninguém, limitou-se a sublinhar, nomeadamente, que as tensões comerciais e geopolíticas intensificaram-se no mundo de incertezas em que vivemos, no qual o multilateralismo parece ser uma ideia cada vez mais remota.