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Agostinho Fernandes é o novo presidente do ADI

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Agostinho Fernandes, novo presidente do ADI NUNO VEIGA/LUSA

Agostinho Fernandes foi eleito, este sábado, presidente do maior partido da oposição são-tomense. A eleição foi feita por aclamação no congresso electivo da Acção Democrática Independente (ADI), na presença de várias figuras de peso e perante apertadas medidas de segurança.


O novo líder do ADI definiu como prioridade a união do partido: “vamos olhar para dentro de casa”. Fernandes era candidato único à liderança da força política.

Todavia a eleição de Agostinho Fernandes e a realização do congresso não é consensual dentro do partido. Ontem, a comissão de gestão do maior partido da oposição em São Tomé e Príncipe, próxima de Patrice Trovoada, decidiu adiar sine die o congresso. Por outro lado, a comissão eleitoral do ADI garantiu a realização do mesmo.

Em Novembro, Patrice Trovoada, ex-primeiro-ministro, decidiu suspender as suas funções como presidente do ADI, todavia é acusado de estar na base dos sucessivos adimentos do congresso do partido.

Sobre a possibilidade de a ala afecta a Patrice Trovoada impugnar a sua eleição, Agostinho Fernandes pediu uma solução interna “ao invés de recorrermos aos tribunais”.

Mas as palavras de Agostinho Fernandes não parecem suficientes para cessar a fractura do partido, a ala fiel a Trovoada, em comunicado anunciou a expulsão de 14 membros dirigentes da sua estrutura partidária. Entre eles, o nome de algumas figuras de topo do ADI: Agostinho Fernandes, Levy Nazaré, Arlindo Ramos, Iza Amado Vaz, Pedro Carvalho, Ekeneide dos Santos e Olinto Daio.