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Coreia do Norte Washington Nuclear Crise

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Pyongyang anuncia teste de “longo alcance”

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Kim Jong Un, líder norte-coreano REUTERS

Pyongyang anunciou, esta sexta-feira, ter procedido a um teste balístico de “longo alcance”. Anúncio que aumenta a tensão com Washington. O presidente norte-americano, Donald Trump já reconheceu que “ninguém” fica “contente” com os testes norte-coreanos.


O comunicado, divulgada via KCNA, a agência de notícias oficial da Coreia do Norte, não precisa que tipo de arma foi testada apenas que “o líder supremo, Kim Jong Un, foi informado sobre um plano de exercício de ataque, com recurso a vários meios de longo alcance, e deu ordem para a sua execução”.

O documento não fala na arma utilizada, nem recorre a vocábulos como “míssil”, “foguete” ou “projéctil”.

“A mobilização e ataque bem-sucedidos, planeados para testar a habilidade de reacção rápida das unidades de defesa […] mostrou o poder destas unidades, que estavam totalmente preparadas para realizar de forma competente qualquer operação e combate”, acrescenta a KCNA.

O comunicado surge no momento em que os Estados Unidos anunciaram a captura de um navio cargueiro norte-coreano, e levou o presidente Donald Trump a questionar a vontade de Kim Jong Un em negociar a desnuclearização da península: “ninguém fica contente com o que se passa [na Coreia do Norte]”. O inquilino da casa Branca fez referência a “mísseis de curta distância”, sublinhou que “as relações [entre os dois países] se mantêm”, mas acrescentou ter a sensação que os norte-coreanos não estão verdadeiramente “dispostos a negociar”.

Oficialmente, Pyongyang não realizou nenhum teste balístico desde 29 de Novembro de 2017, data na qual a Coreia do Norte testou um projéctil intercontinental. Todavia, desde sábado que vários testes balísticos foram realizados, entre eles um míssil de curto alcance, isto segundo vários especialistas.

O lançamento dos projécteis norte-coreanos coincidiu com a visita a Seul, Coreia do Sul, de um enviado dos Estados Unidos da América para tentar desbloquear as negociações sobre a crise nuclear entre Washington e Pyongyang.