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Moçambique: apelos à paz e ao fim dos ataques

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Joaquim Chissano (direita), ex-Presidente da República de Moçambique, Sé Catedral de Maputo. 03 de Março de 2019. ANTÓNIO SILVA/LUSA

Em Moçambique, a missa de Páscoa foi marcada pelos apelos ao fim dos ataques armados na província de Cabo Delgado, ao diálogo político, bem como à renovação da esperança para as vítimas do ciclone IDAI que atingiu fortemente a província de Sofala.


No dia de celebração da Páscoa, os fiéis cristãos apelaram ao fim dos ataques armados, na província de Cabo Delgado, no extremo norte de Moçambique, protagonizados há mais de um ano por grupos desconhecidos que semeiam o medo e o terror entre a população.

Em declarações, no final da missa dominical na catedral de Maputo, o ex-presidente moçambicano Joaquim Chissano defendeu que o momento é também para a renovação da esperança das vítimas do ciclone IDAI e, na esfera política, a data deve ser um incentivo para a aproximação entre a Frelimo, partido no poder, e a Renamo, principal forca política da oposição moçambicana.

Chissano sublinhou estar convicto de que, mais do que nunca, o seu país não pode recuar na procura da paz como base para a concórdia entre os moçambicanos.

Em comunicado, o actual chefe de Estado, Filipe Nyusi, realçou o envolvimento da comunidade cristã para o alcance da paz efectiva e na solidariedade para com as vítimas do ciclone IDAI que provocou 608 óbitos.

Na Sexta-feira Santa, os cristãos, de várias congregações religiosas de Moçambique, tinham rezado pelas vítimas do ciclone IDAI, assim como pelas vítimas dos ataques armados na província de Cabo Delgado.

Com a colaboração de Orféu Lisboa, correspondente em Maputo.