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Navio Grande America: ameaça de maré negra

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O navio mercante italiano Grande América, em chamas, ao largo da costa da Bretanha francesa. LOIC BERNARDIN / MARINE NATIONALE / AFP

Segundo o ministro francês da Transição Ecológica François Rugy, uma segunda camada de poluição de hidrocarbonetos, provovada pelo naufrágio do navio italiano Grande America ao largos das costas francesas, foi identificada nesta quinta-feira. As autoridades francesas receiam que o transbordo dos hidrocarbonetos transportados pelo navio italiano, provoquem uma maré negra.


François Rugy que se deslocou ao Centro de crise, instalado na Autoridade Portuária de Brest, na região de Bretanha, oeste da França , afirmou que após o naufrágio do Grande America , ocorrido na terça-feira, existem agora duas camadas de poluição, provocadas pelo transbordo de hidrocarbonetos.

A primeira camada, de aspecto compacto, mede 13 kms de comprimento e 7 kms de largura. A segunda, fragmentada é de 9 kms de comprimento e 7 kms de largura.

Segundo Stephane Doll, especialista em poluição marítima, as duas camadas estão distantes uma da outra, de cerca de 20 kms, derivam para leste a uma velocidade de 35 kms por dia e encontram-se a cerca de 354 kms das costas .

Contudo Doll sublinhou que, no imediato, as duas camadas de poluição não deveriam atingir o litoral francês.

O Grande America é um navio híbrido, eporta-contentores, que transportava matérias perigosas e 2.200 toneladas de fuel no seu porão quando naufragou a 333 kms a oeste da cidade de La Rochelle, no distrito de Charente-Maritime.

A tripulação de 27 pessoas foi resgatada e levada para Brest.

O ministro francês da Transição Ecológica, François Rugy, informou que a situação esta a ser avaliada e que a França vai disponibilizar meios técnicos, nomeadamente um navio anti-poluição, para evitar que o naufrágio do Grande America se transforme numa maré negra.