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Turquia Recep Tayyip Erdogan Golpe de Estado Prisão Oposição Purga Fethullah Gülen

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Turquia: purga contra partidários de Gülen

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O Presidente Recep Tayyip Erdogan durante um discurso na Academia Militar Turca em Ancara.24 de Janeiro de 2019. Reuters

No âmbito da tentativa abortada de golpe de Estado, ocorrida na Turquia em Julho de 2016, as autoridades locais ordenaram a prisão de mais de um milhar de pessoas suspeitas de terem ligações com o pregador turco Fethullah Gülen refugiado nos Estados Unidos e acusado de ser o instigador da intentona contra o executivo o Prersidente Recepe Tayyip Erdogan.


A purga é uma das mais vastas operações levadas a cabo , até a data, contra os partidários de Fethullah Gülen , depois do abortado golpe de Estado  

contra o Presidente Recep Tayyip Erdogan em 15 de Julho de 2016, que resultou na morte de cerce de 250 pessoas.

Residente nos Estados Unidos desde há 20 anos, e antigo apoiante de Erdogan, Gülen é acusado pelas autoridades turcas de ser o mentor do golpe fracassado. Ele desmentiu a sua implicação na sangrenta tentativa de golpe de Estado.

De acordo com o serviço turco da rede CNN,a maioria das pessoas detidas na actual operação policial residem em Ancara. Contudo, a purga que atinge os suspeitos de ligação com Fethullah Gülen foi efectuada em 76 das 81 províncias turcas

Desde que teve lugar a tentativa de golpe de Estado em 15 de Julho de 2016, masi de 77 .000 pessoas foram presas na Turquia. Detenções, ligadas ao referido acto, têm sido efectuadas regularmente pela polícia turca.

As autoridades da Turquia suspenderam ou despediram, também, 150. 000 funcionários e militares.

Os opositores de Recep Tayyip Erdogan acusam o chefe de Estado de servir-se do golpe fracassado como pretexto, para reprimir todas as opiniões discordantes.