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Brasil-Brumadinho :aumentam mortos e activos da Vale congelados

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A zona sinistrada de Brumadinho, no Brasil, novamente em estado de alerta perante o risco de ruptura de outro digue mineiro.27.01.2019 Isac Nobrega/Presidency Brazil/Handout via Reuters

Prosseguem as buscas para encontrar desaparecidos, vítimas da tragédia ecológica ocorrida na sexta-feira em Brumadinho, no estado brasileiro de Minas Gerais.Segundo as autoridades ,o número de mortos aumentou para 37 e continuam as buscas para identificar 250 pessoas desaparecidas. Paralelamente,o risco de rompimento de um segundo digue com resíduos da mesma exploração mineira levou a evacuuação de 24.000 pessoas.A justiça brasileira congelou mais de dois mil milhões do companhia Vale, proprietária da mina, em que ocorreu a catástrofe.


Os serviços de socorro que actuam na mina do Córrego do Feijão, na região de Brumadinho, decidiram evacuar 24.000 pessoas perante a risco de uma nova represa ceder. Um alerta foi dado neste domingo, quando se detectou a subida inquietante do nível da água de uma represa do mesmo complexo mineiro da Vale, próximo da cidade de Brumadinho.

Depois da tragédia de sexta-feira , durante a qual a região em redor de Brumadinho ficou coberta por um rio de lama, que submergiu casas e áreas de cultura campos, assim como provocou o desaparecimento de centenas de pessoas, os socorristas prosseguem as buscas e as famílias dos desaparecidos permanecem na esperança de voltar a ver os seus entes.

A espera caracteriza-se pela angústia, como demonstra o testemunho de uma mãe de Brumadinho, cujo filho faz parte dos desaparecidos.

Testemunho da mãe de um desaparecido de Brumadinho 27 01 2019 27/01/2019 ouvir

O número de mortos é de agora em diante de 37 e o de desaparecidos, de 250 .

No âmbito de medidas restritivas perante a tragédia, a Justiça brasileira decidu bloquear 3 mil milhões de dólares de activos da companhia Vale, proprietária da Mina do Córrego do Feijão. A Vale foi igualmente multada pelas autoridades estatais de Minas de Gerais e pelas federais, por um montante de 92.5 milhões de dólares.

Sublinhe-se que a Vale, já implicada em 2015 na catástrofe ambiental provocada pela ruptura de uma represa mineira na região de Mariana ( Minas Gerais ) a 100kms de Brumadinho, que atingiu também o vizinho estado do Espírito Santo, ainda não resolveu o contencioso relativo à indemnização das vítimas e danos.