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Tijuana:mulheres migrantes em greve da fome

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Migrantes foram atingidos por granadas lacrimogéneas quando tentavam passar ilegalmente a fronteira dos Estados Unidos. Tijuana. 25 de Novembro de 2018 REUTERS/Adrees Latif

As Nações Unidas informaram na sexta-feira que ajudaram centenas de migrantes que integravam a caravana que tentava entrar nos Estados a retornar aos seus países.Em Tijuana,no México, onde os migrantes estão acampados, uma dezena de mulheres da caravana decidiram entrar em greve da fome, de forma a pressionar as autoridades americanas.


 

A indiferença com que se depara a caravana de migrantes centro-americanos que se encontra acampada em Tijuana, na fronteira com os Estados Unidos, levou dez mulheres a entrar em greve da fome.

A decisão foi comunicada pela hondurenha Claudia Miranda, porta-voz das grevistas, no decurso de uma conferência de imprensa improvisada.

Os migrantes tentam obter asilo nos Estados Unidos, não obstante as últimas medidas tomadas pela administração Trump, para dificultar o ingresso de novos imigrantes nos Estados Unidos.

Recentemente Donald Trump qualificou, a  caravana de migrantes de invasão. O Presidente americano afirmou que no seio da caravana havia criminosos e bandidos inveterados.

Cobertas com bandeiras brancas, as mulheres tentaram fazer um piquete diante dos serviços de imigração americanos, mas foram impedidas por um importante contingente de polícias.

As grevistas lançaram também um apelo as autoridades migratórias mexicanas, de forma que elas concedam, o mais depressa possível, vistos humanitários aos migrantes que desejem permanecer no México.

Mais de 300 migrantes centro-americanos decidiram regressar aos seus respectivos países, com a ajuda da Organização Internacional de Migrações  ( OIM).

Dos migrantes retornados, 84% são homens e a sua maioria ( 57% ) do Honduras e de El Salvador ( 38% ).Uma pequena minoria de 5% retornaram ao Guatemala.

Mais de seis mil migrantes,fugindo da violência e da pobreza nos seus países, compunham a caravana, que agora está bloqueada em Tijuana,na esperança de obter asilo nos Estados Unidos.