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Eleição presidencial República Democrática do Congo Jean-Pierre Bemba Joseph Kabila

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RDC: rejeitada candidatura de Jean-Pierre Bemba à presidencial

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O opositor congolês Jean-Pierre Bemba do Movimento de Libertação do Congo (MLC) durante uma conferência de imprensa em Kinshasa.03 de Agosto de 2018. REUTERS/Kenny Katombe

Na República Democrática do Congo a comissão Eleitoral recusou a candidatura de Jean-Pierre Pemba. A rejeição da candidatura de Bemba pela Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI), foi motivada,segundo o orgão, pelo facto do antigo chefe de milícia ter sido objecto de uma condenação anexa por suborno de testemunhas.Os opositores do Presidente Joseph Kabilia reagiram à decisão, afirmando que o actual Chefe de Estado prepara um "simulacro" de eleição presidencial.


Ilibado pelo Tribunal Penal Internacional de crimes de guerra e contra a humanidade, Jean-Pierre Bemba, foi, todavia ,condenado num caso anexo pela mesma insitutição, por suborno de testemunhas.

Segundo a Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI) é a referida condenação, que impede Bemba de candidatar-se à presidência da República congolesa.

Os partidários do ex-chefe de milícia acusam o governo congolês e em particular o Presidente Joseph Kabila de querer um simulacro de eleição presidencial, no próximo mês de Dezembro.

O caso de suborno de testemunhas por Jean-Pierre Bamba, que regressou a Kinshasa no dia 1 de Agosto após ter sido libertado da prisão do Tribunal Penal Internacional, voltou à actualidade por um procurador do TPI, que requeriu uma pena de cinco anos de prisão para Bemba.

De acordo com os analistas, os obstáculos de Bemba em Kinshasa, são antes de natureza política.

Num comunicado,a oposição congolesa pediu que Joseph Kabila deixe de interferir no processo de candidaturas e apelou à mobilização geral.

Dos 25 candidatos que já tinham apresentado o seu processo, seis foram invalidados pela CENI da corrida a eleição presidencial, prevista para 23 de Dezembro.

O também opositor Moïse Katumbi, cujo regresso ao país não foi autorizado pelas autoridades congolesas sugeriu a criação de uma frente contra, o que ele qualificou de simulacro de eleição kabilista.