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Eliseu Emmanuel Macron Caso Benalla Presidente Polícia

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Eliseu justifica-se sobre caso Benalla

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O ex-conselheiro de Emmanuel Macron,Alexandre Benalla durante as manifestações do dia 1 de Maio em Paris. REUTERS/Philippe Wojazer

No âmbito da comissão de inquérito parlamentar que investiga o incidente ocorrido no dia 1 de Maio, no qual esteve envolvido o ex-conselheiro presidencial para a segurança, Alexandre Benalla, foi ouvido nesta terça-feira pela comissão de leis da Assembleia Nacional francesa, Patrick Strzoda, director do gabinete do Presidente Macron.


Strzoda declarou perante a comissão que tomou as medidas necessárias para punir o comportamento de Benalla, de acordo com os dados que lhe foram facultados.

O director do gabinete presidencial francês realçou que na altura, Emmanuel Macron encontrava-se numa viagem logísticamente complicada.

Em audiência diante da comissão de leis da Assembleia Nacional francesa, o director do gabinete presidencial, Patrick Strszoda afirmou na terça-feira não ter reccorido à justiça no que toca os actos cometidos por Alexandre Benalla no dia 1 de Maio porque ele não dispunha de elementos suficientes para o fazer.

De acordo com chefe de gabinete do Presidente Emmanuel Macron, os elementos à sua disposição não justificavam o recurso ao artigo 40.

Patrick Strszoda sublinhou que nenhuma queixa tinha sido apresentada, nem o serviço responsável pelo emprego de Alexandre Benalla o sugerira ou evocara.

Strszoda acrescentou que o video no qual se vê o comportamento erróneo de Benalla tinha sido analisado pela IGPN ( Inspecção Geral da Polícia Nacional ) e nenhuma informação sobre a referida análise, preconizando o recurso ao artigo 40, lhe foi facultada.

Todavia o director de gabinete de Emmanuel Macron, considerou que na ausência do Presidente, a qualidade das suas funções o habilitavam a tomar medidas para sancionar o comportamento de Alexandre Benalla,ex-conselheiro presidencial que no dia 1 de Maio último, molestou na Praça Contrescarpe em Paris dois manifestantes.

Patrick Strszoda 24 07 2018 24/07/2018 ouvir

O Presidente da República estava a dez mil quilómetros. Ele estava  a efectuar, como disse, uma viagem extremamente complicada. E foi uma medida de gestão interna, por intermédio da qual, as funções que eu exerço, me indigitavam para assumir as responsabilidades.

A medida de suspensão que eu tomei, devo realçar o termo, foi uma sanção. Em todo caso, foi o que sentiu o interessado. Isto é foi-lhe proibido de se apresentar ao serviço.

Os elementos à minha disposição a 2 de Maio,no dia seguinte ao sucedido, fizeram com que eu aplicasse a sanção que eu considerei adaptada e proporcional ao comportamento errado. Em todo caso, no que me diz respeito eu assumo a minha decisão. ( Patrick Strszoda )

De acordo com o comandante da Polícia de Paris, Michel Delpuech, que foi ouvido na segunda-feira pela comissão de leis da Assembleia Nacional, Alexandre Benalla tinha sido convidado, apenas como observador, a acompanhar as forças da ordem durante as manifestações do dia 1 de Maio em Paris.

Desde então, Benalla foi despedido das suas funções de conselheiro presidencial, mas o ocorrido no dia 1 de Maio mobilizou toda a oposição, de esquerda como de direita, contra o Presidente Macron.

A oposição reclamou a comparência de Emmanuel Macron perante a comissão de inquérito parlamentar, para que o Presidente República dê explicações sobre o comportamento do seu antigo conselheiro.