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França: reacções ao Caso Benalla

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Alexandre Benalla e o Presidente Emmanuel Macron. 路透社

O caso Benalla ,em que está envolvido o ex-chefe da segurança presidencial, Alexandre Benalla, desencadeou uma verdadeira onda de choque na classe política francesa.Segundo os analistas o Presidente Macron,que não reagiu até ao momento, e a sua "República exemplar" tornaram-se os alvos preferenciais das críticas da oposição à um escândalo que para alguns é um assunto de Estado.


Alexandre Benalla, um jovem conselheiro de Emmanuel Macron, responsável pela segurança do presidente, é o protagonista da cena de violência contra dois manifestantes,ocorrida na Praça Contrescarpe em Paris, no dia 1 de Maio, mas segundo os analistas parisienses,o principal alvo das críticas provocadas pela actuação de Benalla é o Chefe de Estado francês.

A oposição começou por visar o ministro do interior,Gérard Collomb, um dos mais fiéis entre os colaboradores de Emmanuel Macron, cujas declarações não convenceram os anti-Macron .

Eric Ciotti, deputado de Les Républicains, partido de direita na oposição, qualificou o caso Benalla de assunto de Estado e criticou a presidência, que informada sobre o ocorrido desde o dia 2 de Maio, não reagiu, até que as revelações fossem feitas pelos media.

A sua colega de partido,Laurence Sailliet considerou que o Presidente da República deve dar explicações aos franceses, sobre o escândalo Benalla.

Olivier Faure do Partido Socialista, partilha a mesma posição,assim como Jean-Luc Mélenchon de La France Insoumise e o ex-socialista Benoît Hamon,líder da Nova Esquerda.Todos eles consideram que o Presidente Macron deve ser convocado pela comissão de inquérito parlamentar.

Alexis Kohler, secretário-geral da presidência francesa condenou o comportamento de Alexandre Benalla, mas realçou que Emmanuel Macron,nesta altura, está preocupado com a reforma das instituições, que está ou devia estar em debate na Assembleia Nacional.

Alexandre Benalla reagiu,na segunda-feira por intermédio do seu advogado, à polémica criada em redor do sucedido no 1 de Maio, sublinhando que ele quis apenas ajudar agentes da segurança pública contra manifestantes virulentos, tendo negado qualquer violência na sua actuação.

O antigo colaborador de Emmanuel Macron denunciou o que ele considerou ser uma exploração mediática e política da sua intervenção contestada no Dia do Trabalhador.