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Aquarius divide partido no poder em França

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Espanha vai acolher o navio Aquarius, com 629 migrantes a bordo. e/Handout via REUTERS

Polémica em França no seio do partido no poder sobre a posição do país em relação ao navio Aquarius, com 629 migrantes a bordo. Deputados do La République en Marche querem uma postura mais solidária.


Polémica em França no seio do partido no poder sobre a posição do país em relação ao navio Aquarius, com 629 migrantes a bordo. A Espanha vai acolher a embarcação que Itália e Malta recusaram. Paris, por seu lado, não se pronunciou. Um silêncio criticado pela esquerda francesa e inclusive por deputados do partido de Emmanuel Macron, La République en Marche.

O Aquarius e os mais de 600 migrantes a bordo estão a levantar uma onda de contestação no seio do partido no poder.

Sonia Krimi, deputada do partido La République en Marche, acusa o país de estar a levar a cabo a “política da avestruz”: “Não há nada para perceber. É acolhê-los e o resto ver-se-á posteriormente. Não aprecio que o nosso grupo não tenha uma posição forte sobre este assunto e que sejamos obrigados a esperar pelas directrizes do Governo. Não!

Na Assembleia Nacional, o primeiro-ministro Edouard Philippe defende-se na necessidade de uma resposta europeia, “Este episódio extremamente cruel e extremamente doloroso mostra que não há esperança numa solução nacional a este problema. A resposta a este problema só poderá ser europeia.

O mesmo assunto já levou França e Itália a trocarem de acusações. Emmanuel Macron, presidente francês elogiou a decisão de Espanha de acolher o Aquarius e qualificou de irresponsável a posição de Roma: “Há um certo cinismo e irresponsabilidade no comportamento do governo italiano”.

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, não tardou na resposta: "A Itália não pode aceitar lições hipócritas de países que sempre preferiram virar as costas quando se trata de imigração."