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Israel:fim de mini périplo europeu de Benyamin Netanyahu

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Benyamin Netanyahu e Theresa May na Downing Street.Londres 06 de Junho de 2018. REUTERS/Toby Melville/Pool

Depois de Berlim e Paris, o Primeiro-ministro de Israel, Benyamin Netanyahu encerra em Londres o seu curto périplo pelas capitais europeias, onde veio tentar convencer os dirigentes locais a optar por uma retirada do acordo nuclear assinado com o Irão em Julho de 2015, à semelhança do seu parceiro Estados Unidos. Em Londres, Netanyahu  reiterou o discurso, segundo o qual ,existe a probilidade do Irão fabricar uma bomba atómica.


Convencer os britânicos a retirarem-se do Joint Comprehensive Plan of Action, acordo nuclear assinado com o Irão em 14 de Julho de 2015 e do qual o Reino Unido é um dos signatários, eis o objectivo do israelita Benyamin Netanyahu.

Netanyahu apoiado por Donald Trump, que decidiu não manter os Estados Unidos vinculado ao documento assinado em Viena sob a égide da Agência Internacional de Energia Atómica,  reiterou diante da sua homóloga britânica Theresa May a necessidade de anular o acordo com Teerão.

O Primeiro-ministro de Israel deseja que Londres opte por uma posição idêntica à de Washington na matéria, isto é, retire-se do Joint Comprehensive Plan of Action. Benyamin Netanyahu considera que o acordo abre ao Irão, o caminho para o fabrico de uma bomba atómica.

 

Em  contrapartida, Theresa May  exprimiu ao seu  homólogo  a  sua inquietação perante  a morte de  dezenas de palestinianos   em confrontos  com  os  militares   israelitas, desde o  passado dia 30 de Março, data  em que  começaram  em Gaza os  protestos contra  a decisão  tomada  por  Donald Trump  de oficializar  a  transferência  da  embaixada  dos Estados Unidos  para  Jerusalém. 

 

A  Primeira-ministra  britânica  reconhece  a  Israel o direito   de  se  defender  contra  actos  extremistas  e  terroristas, mas  exortou  Benyamin  Netanyahu a  envidar  esforços para desanuviar  entre  israelitas  e  palestinianos.     

 Netanyahu termina o seu mini périplo numa altura em que a França,a Alemanha e o Reino Unido, não favoráveis à anulação do acordo nuclear com o Teerão, pedem aos Estados Unidos uma derrogação ,para as suas empresas que operam no Irão,ameaçadas por Washington de sanções

A supra-nacionalidade da jurisdição americana que põe em causa os interesses económicos europeus, é cada vez mais objecto de críticas por parte de dirigentes da União Europeia, que receiam na matéria um confronto com Washington.